Muitos alunos reclamam da dificuldade de se ler em inglês. Pois bem, uma língua estrangeira é simplesmente uma língua. Contudo, veja só esta minha breve história. Há um minuto atrás estava lendo o excelente “Uma Senhora Toma Chá…” que já citei aqui antes. Deparei-me com o famoso Kolmogorov (famoso para qualquer um que já tenha sofrido com um estudo intermediário de Estatística). Resolvi ler um pouco sobre o famoso gênio russo.
O que você faria? Provavelmente o que eu fiz: foi à Wikipedia. Agora, veja a diferença de qualidade e quantidade nos verbetes em português e em inglês. Em qual deles você aprende mais?
Obviamente, o problema não é só da língua. O problema é a falta de leitura (e a falta de livros em nossa língua) dos brasileiros e correligionários lusitanos de todos os continentes em relação a um simples americano médio. Por isto minhas buscas por material útil para ampliar meu conhecimento geralmente converge para os sites de língua inglesa.
Não se trata, como dizem alguns parvos, de imperialismo. É pura questão de prática: ou eu aprendo menos e fico estagnado, ou aprendo mais e me desenvolvo.
Abril 20, 2009 at 12:53 pm
Cuidado, os wikitards cairão de pau, veja os comentários neste post onde demonstrei por A+B que a Wikipedia brasileira é uma piada em termos de conteúdo, mesmo em assuntos nacionais:
http://www.contraditorium.com/2006/08/14/estou-boicotando-a-wikipedia-brasileira/
Abril 20, 2009 at 2:07 pm
Isso sem contar as traduções erradas que são feitas no Brasil. Tinha um livro do Sachs de macro que tinha vários erros básicos…
Abril 20, 2009 at 7:35 pm
A própria qualidade das traduções para o português já significa que, havendo a possibilidade de se ler em inglês, é melhor (mesmo que seja traduzido de uma terceira língua). Não sei porque, mas textos que parecem confusos e complicados em português tornam-se límpidos em inglês. Seria culpa dos tradutores ou da própria língua? Acredito (e torço) que seja dos tradutores.
O inglês é a língua universal porque é simples, compacta e altamente versátil. Expressões novas são criadas, importadas e incorporadas a todo momento. Enquanto isso, no Brasil, e ainda mais em Portugal, faz-se discursos nacionalistas contra estrangeirismos.