Ainda sobre a história do Laurini, não sei se há muito a acrescentar. Ele disse praticamente tudo. Se Delfim acha que previsão é psicologia, não há muito o que dizer. Ela também pode ser política, auto-interessada e mentirosa. Como Laurini disse, isto não é previsão como nós, economistas, entendemos. Previsão tem algum fundamento estatístico. O resto, sim, o resto é “chute”.
Obviamente, há validade em algum “chute”, mas a dimensão do mesmo é sempre super-estimada por nove entre dez jornalistas (e colunistas) de economia do país. Ou seja, há outro problema nos “chutes”: aqueles que deveriam se preocupar em esclarecer sua real dimensão, geralmente, vão para o gol junto com a bola…
março 31, 2009 at 10:55 pm
O Professor Laurini é realmente doutor no assunto, portanto conhece a importância das previsões. É claro que na mídia os “chutes” são recorrentes, mas precisamos separar o joio do trigo. Como é que eu vou esquecer dos excelentes trabalhos existentes sobre previsões e com acertos “na mosca”? E porque jogar no lixo Pindyck, Rubinfeld, Madalla, Gujarati, Stock e Watson? Continuo afirmando que Delfim não foi feliz no comentário e ele também sabe que existem trabalhos sérios e corretos de previsão.
Abraço,
João Melo, o David Livingstone da selva amazônica.