Ainda sobre a história do Laurini, não sei se há muito a acrescentar. Ele disse praticamente tudo. Se Delfim acha que previsão é psicologia, não há muito o que dizer. Ela também pode ser política, auto-interessada e mentirosa. Como Laurini disse, isto não é previsão como nós, economistas, entendemos. Previsão tem algum fundamento estatístico. O resto, sim, o resto é “chute”. 

Obviamente, há validade em algum “chute”, mas a dimensão do mesmo é sempre super-estimada por nove entre dez jornalistas (e colunistas) de economia do país. Ou seja, há outro problema nos “chutes”: aqueles que deveriam se preocupar em esclarecer sua real dimensão, geralmente, vão para o gol junto com a bola…