Creio que este é um exemplo interessante…
fevereiro 2009
fevereiro 5, 2009
Erros e omissões do Balanço de Pagamentos
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: Humor, off-topic |[2] Comments
fevereiro 5, 2009
Interesses encastelados
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: interesses encastelados, jornalismo, política mineira |Leave a Comment
Esta, de alguns políticos mineiros me deixou estupefato. Quando traduzem “vested interests” como interesses vetustos, sempre há quem sugira “interesses encastelados”. Mas a mineiragem da notícia é demais.
Marcelo Soares, como sempre, prestando um serviço ao país. Jornalista bom é igual a este moço…
fevereiro 5, 2009
Nosso Rafael saiu do NEPOM antes de podermos fazer piada com ele (digo, muita piada). Entra Flávio e a foto da moçada está aqui. Lamentavelmente, a Christiane deu-nos um bolo, o que, parafraseando Barry James, torna a foto bem menos agradável.
p.s. o blog do NEPOM é um sucesso.
fevereiro 5, 2009
Ainda o multiplicador
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: crise mundial, Econometria, macroeconometria, macroeconomia, multiplicador keynesiano, recessão norte-americana |Leave a Comment
fevereiro 5, 2009
http://www.econ.upenn.edu/~aureo/images/meaningoflife.gif

Ambos da página do professor Áureo. [Dica do Big William]
fevereiro 5, 2009
Nossos políticos…
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: Corrupção, Economia do Setor Público, escolha pública, rent-seeking, Transparência Brasil |Leave a Comment
Dois terços das principais Casas legislativas brasileiras elevam seus orçamentos acima da inflação
Entre 51 Casas analisadas, 34 terão este ano mais dinheiro para gastar em relação a 2008
A Transparência Brasil apresenta “Orçamentos do Poder Legislativo em 2009″ (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf), estudo que analisa os custos das mais importantes Casas legislativas brasileiras.
O levantamento fornece dados ao Excelências, projeto da Transparência Brasil que monitora as principais Casas legislativas, num total de 55 instituições: as duas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), as 26 Assembleias estaduais, a Câmara do Distrito Federal e as Câmaras de Vereadores das 26 capitais de estado.
No sítio de Internet do projeto Excelências (www.excelencias.org.br) é possível obter informações sobre cada um dos integrantes dessas Casas legislativas, num total de 2362 parlamentares. Há ainda diversos cruzamentos e agregações de dados a respeito cada Casa e de seu conjunto.
Aos órgãos de imprensa – Referência ao projeto Excelências
A utilidade do Excelências para o público depende de as pessoas conhecerem o endereço do projeto. Os relatórios que a Transparência Brasil divulga a partir dos dados recolhidos pelo projeto não se esgotam em si mesmos. Os dados do projeto, bem como as agregações temáticas, são atualizados continuamente e estão sempre à disposição do visitante. Por isso, seria muito importante que o órgão de imprensa, na eventualidade de citar resultados provenientes do projeto, fizesse acompanhar a notícia do endereço do Excelências na Internet: www.excelencias.org.br.
Agradecemos.Em 2009, a despeito da crise econômica, 34 das 51 Casas sobre as quais foi possível obter informações elevaram seus orçamentos acima da inflação oficial (5,9%, segundo o IBGE).
Entre as 17 restantes, 13 contarão este ano com orçamentos maiores do que em 2008, mas o porcentual acrescido é inferior ao da inflação oficial; duas (as Assembleias de Santa Catarina e Alagoas) terão o mesmo montante à disposição; e duas Casas (Câmara dos Deputados e Assembleia do Rio de Janeiro) apresentaram redução nominal em seus orçamentos.
Custo para o contribuinte
Este ano, cada morador de Boa Vista, capital de Roraima, desembolsará, por meio de impostos diversos, R$ 306,48 para manter suas quatro Casas legislativas (Senado, Câmara dos Deputados, Assembleia de Roraima e Câmara de Boa Vista). O de Belo Horizonte, R$ 123,23. O de Porto Alegre, R$ 115,80. Ao habitante do Rio de Janeiro, o Poder Legislativo custará este ano R$ 115,11. Informações detalhadas sobre o custo do Legislativo para o contribuinte encontram-se na página 6 do estudo (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf).
Falta de transparênciaTão espantoso quanto o elevado custo das Casas legislativas é o seu grau de opacidade. Na página de entrada do projeto Excelências (www.excelencias.org.br), há um quadro em que se assinalam famílias de informações disponíveis no sítio de Internet de cada Casa. O panorama não é nada animador.
Não foi possível obter via web o texto da Lei Orçamentária Anual de 2009 de três Assembleias Legislativas (Acre, Amapá e Ceará) e de nove Câmaras Municipais (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Belém, Macapá, Rio Branco, São Luís, João Pessoa e Cuiabá). Os dados sobre os orçamentos não estavam disponíveis no sítio de Internet dessas Casas nem nos endereços dos governos ou prefeituras.
Para obter os dados, solicitou-se, nesses 12 casos, o envio de fax ou e-mail. Os dados sobre a Assembleia do Ceará chegaram à TBrasil por e-mail. No caso do Acre, o documento foi enviado por fax. As informações sobre o Amapá, porém, tiveram que ser obtidas por telefone.
No que diz respeito às Câmaras de Vereadores, mesmo após vários contatos, não foi possível obter as Leis Orçamentárias de Manaus, São Luís, Macapá e Rio Branco.
Informações sobre a falta de transparência no Legislativo nas páginas 2,3 e 4 do estudo (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf).
Contato
Claudio Weber Abramo, diretor-executivo
Fabiano Angélico, coordenador de projetos
fevereiro 5, 2009
Os salários dos trabalhadores e a economia
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: cliometria, Economia Brasileira, história econômica, história econômica de verdade, Renato Colistete |Leave a Comment
Renato Colistete tem uma boa pesquisa sobre o custo de vida da moçada no pós-guerra e em boa parte da era militar (1945-78 ). O que faltava em sua aula de história econômica, agora está disponível para leitura…
fevereiro 5, 2009
A procura de um apartamento?
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: economia, microeconomia |Leave a Comment
David Friedman tem uma boa dica para você realmente ganhar algo com o corretor.
fevereiro 5, 2009
Um criminoso que exterminou judeus encontrou refúgio no Islã. Pode até ser – como é? – questão de “soberania”. Mas…
fevereiro 4, 2009
O lado “b”
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: meia entrada, microeconomia, Pedro Sette Câmara |Leave a Comment
Pedro Sette tem uma excelente análise sobre a lógica incompleta da meia entrada.
fevereiro 4, 2009
É a primeira vez em minha vida que tenho um sonho relacionado à formatura dos meus alunos – quase ex-alunos – que ocorrerá em muito breve.
Interessante. Pode ser um sinal. Pode ser uma visão divina, nostradâmica. Ou pode ser só um distúrbio por excesso de abacaxis e uvas no jantar…
p.s. Se eu estivesse no lugar dos meninos, creio que boa parte das minhas ansiedades seria bem expressa nesta mensagem, originalmente aqui.
fevereiro 4, 2009
Mais uma solução alternativa para a crise
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: administração Obama, crise mundial, Zingales |Leave a Comment
Zingales tem outra solução alternativa para a crise. Compare com a de Robert Murphy e, claro, com a da administração Obama, para formar sua opinião. Há mais, mas só estas duas já dão uma boa noção de como se pode ligar fatos a teorias (ou não) com certa consistência e realismo. E nada disso requer magia pterodoxa como a que alguns admiram mais do que entendem.
fevereiro 3, 2009
Ainda não houve um corajoso para fazer algo do gênero em outros países…
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: off-topic |1 Comment
Primeiro foi Bush, agora, o presidente da ditadura bolivariana da China continental. Por enquanto, é só.
fevereiro 3, 2009
Quem pode te curar? O médico ou o curandeiro?
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: Ciência, curiosidades, google trends, magia |1 Comment
fevereiro 3, 2009
Fatos estilizados das crises
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: blogosfera, Blogs de economia, crise econômica, crise mundial, recessão norte-americana, Ronald Hillbrecht |Leave a Comment
Ronald tem uma boa dica para você, interessado em estudar crises econômicas.
fevereiro 3, 2009
A cunhada do meu irmão se graduou em Geologia pela UFMG. Meu irmão foi à cerimônia e consta que o paraninfo o citou expressamente. Algo do gênero:
“Vou citar aqui o prof. Shikida do IBMEC, adaptado para o curso de geologia”.
E declamou um poema, parece que aquele para qual você tinha pedido minha opinião.
Meu irmão lembra do verso:
“Ah, mas no quinto ano…monografia!”.
Parabéns, você criou moda…
Parabéns? Eu fico é satisfeito que outro colega tenha se inspirado em mim para fazer seu discurso. Não é lá algo muito usual na minha vida, mas fiquei surpreso. Quem tiver uma versão do poema e quiser me enviar – com o nome do professor – terei prazer em divulgá-lo aqui.
Ah sim, parabéns aos formandos de geologia da UFMG. ^_^
fevereiro 3, 2009
Economia da Anarquia
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: economia da anarquia, escolha pública, public choice |Leave a Comment
Não me lembro se já citei aqui, mas qualquer um interessado no tema deveria começar por este artigo (e mais uns outros, mas estes se encontram na bibliografia do dito cujo).
fevereiro 2, 2009
“Momentos radicais pedem soluções radicais”
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: crise mundial, economia austríaca, Mises Institute |1 Comment
Ah, é? Então eis uma proposta radical…de Robert Murphy.
fevereiro 2, 2009
Começou, gente.
fevereiro 2, 2009
Confusão
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: socialismo bolivariano, socialismo real |1 Comment
Fórum Social Mundial? Ou amontoado de gente? Você decide. Veja também este outro texto.
fevereiro 1, 2009
Benicio del Toro não consegue responder perguntas simples…
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: bolivarianismo, socialismo em Hollywood, socialismo real |Leave a Comment
…sobre seu papel como o assassino revolucionário Che Guevara. A repórter mandou bem. Muito bem.
fevereiro 1, 2009
Quem mais colaborou para reintroduzir a incerteza knightiana na teoria econômica?
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: História do Pensamento Econômico, incerteza knightiana, pterodoxia, Sérgio Werlang, sociologia econômica |[3] Comments
Ao contrário do que afirmam os pterodoxos e também do que pensa a The Economist, em seu demonstrado pessimismo, há, sim, gente que trabalha seriamente com a incerteza knightiana. O melhor exemplo é o de um brasileiro, Sérgio Werlang (um exemplo, aqui).
Há duas formas de se trabalhar cientificamente com conceitos. A primeira, apenas para interesses arqueológicos, é pesquisar o que “realmente disse” (ou “quis dizer”) um fulano com este ou aquele conceito. É um bom trabalho para arqueólogos do pensamento econômico, mas o impacto deste tipo de trabalho em nossa compreensão da realidade é o mesmo impacto de uma biografia de Einstein sobre o atual estado das artes em Física Quântica (*).
A outra forma é fazer o que o Werlang havia feito nestes seus artigos acadêmicos. Mais alguns exemplos deste tipo de trabalho aqui e aqui.
(*) Não se engane, leitor, história do pensamento econômico tem seu valor, mas não tem nada a ver com determinar a taxa Selic na próxima reunião do Copom…
fevereiro 1, 2009
Dê-me segurança ou lhe dou um não – versão iraquiana
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: economia da violência, Economia do Conflito, economia do terrorismo, iraque |Leave a Comment
fevereiro 1, 2009
O governo, este guloso…
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: acionistas, dissertações e teses, política de dividendos, Teoria econômica |[2] Comments
Eis o trecho (negrito por minha conta):
Nos últimos anos, o mercado de capitais brasileiro tem experimentado um crescimento da participação do investidor minoritário concomitantemente ao do volume de negociação de ações. Este trabalho propõe-se a avaliar se o perfil dos acionistas controladores de uma empresa pode implicar em um percentual diferente do seu lucro que é distribuído como dividendos para seus acionistas. Para a realização desse trabalho, por meio da utilização da base de dados Economática®, foram selecionadas as empresas cujas ações apresentaram maior volume de negociação entre os anos de 2001 e 2006, Os resultados obtidos por meio do modelo de mínimos quadrados ordinários mostraram que empresas cujos maiores acionistas faziam parte do conselho de administração distribuíram como dividendos, um percentual maior do lucro para seus acionistas. Entretanto, em contrário, empresas onde o governo foi classificado como acionista controlador, foi distribuído um percentual menor. Os resultados também corroboram a afirmação de que as empresas consideradas como grandes, distribuem mais dividendos do que as pequenas. Além disso, empresas com uma estrutura de propriedade mais concentrada distribuíram um percentual menor do lucro, como dividendos para seus acionistas, do que aquelas com estrutura menos concentrada.
Isto aí é o resumo desta dissertação de mestrado:
| Ano: | 2008 |
| Título: | Perfil dos acionistas controladores das empresas brasileiras e suas implicações para a política de dividendos |
| Autor: | Ricardo Francisco Cancio Santos |
| Orientador: | Sigismundo Bialoskorski Neto |
| Outros membros da banca: | Iran Siqueira Lima – FEA/USP Roseli da Silva – FEA-RP/USP |
| Palavras-Chave: | Mercado de capitais; perfil do acionista controlador; política de dividendos |
fevereiro 1, 2009
Selic, taxa de câmbio, dívida pública…como é que isto tudo funciona?
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: dívida pública, dominância fiscal, dominância monetária, Economia Brasileira, Selic, superávit primário |Leave a Comment
Recente estudo de Gadelha & Divino (2008 ) é didático e adequadamente detalhado acerca deste tema. Na verdade, o problema se insere no que a literatura econômica debate como “dominância fiscal vs. dominância monetária”. Logo no início do texto temos uma boa explicação sobre estes conceitos:
A visão tradicional é apresentada por Sargent e Wallace (1981), em que o regime de dominância monetária é aquele em que a autoridade fiscal passiva gera um superávit primário compatível com a estabilização da relação dívida/PIB, de modo que a autoridade monetária ativa não é forçada a monetizar a dívida pública, mantendo o controle do nível de preços determinado pela demanda e oferta de moeda. No caso oposto, o regime de dominância fiscal é aquele em que a autoridade fiscal ativa gera superávit primário independente da necessidade de estabilização da relação dívida/PIB, e a autoridade monetária passiva perde o controle do nível de preços por ser forçada a gerar as receitas de senhoriagem necessárias à solvência do governo. E a inflação, ainda que motivada por desequilíbrios fiscais, é vista como um fenômeno monetário.
Ou seja, sob a dominância fiscal, o Banco Central seria forçado a agir a reboque da autoridade fiscal (que são o congresso, ministérios, etc). A discussão é interessante porque diz respeito, indiretamente, a outro debate muito popular que é o da independência da autoridade monetária que hoje é profundamente relacionado com temas como “sistema de metas de inflação” e “Constituição Monetária”.
A idéia dos autores, portanto, é saber sob qual regime o Brasil se encontra. Estamos sob dominância fiscal ou monetária? Afinal, a autoridade fiscal gera superávit primário porque quer ou porque segue a autoridade monetária em sua luta contra a inflação mais de perto? Estas perguntas têm implicações práticas. A revisão da literatura, feita pelos autores, mostra que as respostas são ambíguas. Assim, em que o artigo acrescenta ao debate?
O objetivo principal deste trabalho é utilizar análises de causalidade bivariada e multivariada para verificar sob qual regime de dominância encontra-se a economia brasileira no período do pós-plano Real. A análise de causalidade revela-se adequada nesse contexto, porque permite testar a definição proposta por Sargent e Wallace (1981), segundo a qual a existência de causalidade unidirecional do superávit primário para a dívida pública é consistente com um regime de dominância monetária, ao passo que uma causalidade unidirecional em sentido oposto, da dívida pública para o superávit primário, define um regime de dominância fiscal. Além disso, o teste de causalidade permite verificar se há transmissão entre variáveis fiscais e monetárias conforme assumido a priori por Blanchard (2004) para argumentar que a economia brasileira encontrava-se sob dominância fiscal.
Está aí, bem explicado, como os autores pretendem responder à pergunta. Não fica claro em diferem dos artigos anteriores citados como revisão da literatura, mas vamos em frente. A amostra escolhida foi delimitada entre jan/1995 e dez/2005. As variáveis: taxa over selic, dívida/PIB, superávit primário/PIB,taxa de câmbio real e o spread do Emerging Market Bond Index (ou, como é mais conhecido, o “embi”).
O tratamento econométrico do artigo é razoável e segue as práticas usuais da literatura de boa qualidade. Não vou entrar em detalhes e o leitor pode, por conta própria, ler o artigo (ou consultar um bom economista a respeito). Quanto aos resultados (negritos por minha conta):
Os resultados das análises de causalidade bivariada e multivariada indicaram que a taxa Selic Granger-causa unidirecionalmente a relação dívida/PIB. Isto fortalece o argumento da existência de uma autoridade monetária autônoma, capaz de fixar a taxa Selic ao nível de sua escolha, o que expressa ganhos de credibilidade da política monetária. Em outras palavras, a política monetária não é afetada pela dinâmica da dívida pública, caracterizando um regime de dominância monetária.
A relação superávit primário/PIB também Granger-causa unidirecionalmente a relação dívida/PIB, revelando que a trajetória da relação dívida/PIB é afetada por variações na geração de superávits primários. Esse resultado é robusto nas análises de causalidade bivariada e multivariada. Logo, melhorias na estabilização da relação dívida/PIB podem ser obtidas por meio da geração de superávits primários, expressando ganhos de credibilidade da política fiscal, contradizendo o argumento de Blanchard (2004) de existência de um regime de dominância fiscal.
Entretanto, se existem ganhos de credibilidade das políticas fiscal e monetária, por que a avaliação externa ainda exerce influência na economia brasileira? A resposta reside no fato de que a credibilidade adquirida ainda é frágil. Conforme destacam Reinhart e Rogoff (2004), os mercados ainda levam em consideração o histórico de default do Brasil, ou seja, a memória dos mercados sobre a moratória brasileira da década de 1980 ainda está presente. Isto determina a influência interna da avaliação externa do País.
As análises de causalidade multivariada e bivariada não corroboram a transmissão entre variáveis fiscais e monetárias assumidas a priori por Blanchard (2004). Isto torna os resultados de seu modelo insuficientes para classificarem o Brasil como um País sob regime de dominância fiscal. Além disso, os resultados aqui apresentados vão de encontro às conclusões de Tanner e Ramos (2002). Contudo, utilizando-se uma metodologia distinta, corrobora-se a evidência de Fialho e Portugal (2005). A análise de causalidade de Granger mostrou que a economia brasileira encontra-se em um regime de dominância monetária.
O que temos, então? A Selic é importante instrumento de política monetária. Segundo os autores, a dívida pública não constrange a fixação da Selic neste ou naquele nível. Note bem, leitor. Se os resultados dos autores estão bem trabalhados, o argumento de que “a dívida pública força o Banco Central a mudar a taxa de juros senão dá um tiro no próprio pé” (exatamente assim é como se lê na imprensa) não faz sentido. Além disso, dívida pública é algo que se gerencia com mudanças em gastos públicos ou arrecadação. O que o governo atual tem feito a respeito? Bem, este é outro problema. Finalmente, os choques heterodoxos da década dos 80 defendidos pelos antepassados de algumas figuras (ainda) muito ouvidas pela imprensa ainda cobram seu preço: a credibilidade do Brasil lá fora é sofrível.
Eis aí mais uma pista dos problemas que ainda temos com a política fiscal neste país.
p.s.A Economia Aplicada é uma boa revista de divulgação científica no Brasil. Este número, em especial, no qual Gadelha & Divino publicaram seu artigo, é sobre política fiscal apenas.
[cross-posting: Nepom]

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