Sobre a morte do livre mercado

Excelente artigo de P.J.O’Rourke sobre as bobagens que se diz por aí. Trecho:

The free market is dead. It was killed by the Bolshevik Revolution, fascist dirigisme, Keynesianism, the Great Depression, the second world war economic controls, the Labour party victory of 1945, Keynesianism again, the Arab oil embargo, Anthony Giddens’s “third way” and the current financial crisis. The free market has died at least 10 times in the past century. And whenever the market expires people want to know what Adam Smith would say. It is a moment of, “Hello, God, how’s my atheism going?”

Amazing!

O produto potencial

Discutimos hoje, em sala, um pouco de econometria aplicada. O problema foi: “como se mede o produto potencial”? 

Gosto desta questão porque ela introduz o aluno no mundo real da econometria aplicada à macroeconomia com uma imensa riqueza de questões interessantes. Pois bem, vários alunos sugeriram que se medisse este importante conceito por meio de algum tipo de censo, a velha história do “vamos medir a capacidade instalada”. 

Fato é que o produto potencial é algo difícil de se medir – com aquela certeza que gostaríamos – mas não impossível. Meu ex-aluno Victor Tito fez isto em sua monografia de graduação e, claro, há muito o que se fazer nesta área se você gosta mais de econometria do que a média dos seus colegas inteligentes (e mais ainda do que o resto). Não é desencorajar, mas o tema é tão trabalhado que fica difícil dar uma resposta do tipo: “ah, é tranquilo, pesquisa aí que sai fácil, fácil…”. Não é.

Mas há que se pensar em novos métodos. Eu gosto, por exemplo, de abordagens como esta, da fronteira estocástica. Será que sai daí alguma medida de produto potencial? Sei não…mas lembre-se deste artigo que, creio, já citei aqui.

A outra face da moeda

Eu já falei que, em termos didáticos, Renato, do Nepom, tem feito um ótimo trabalho em seu blog? Com minha carga horária tomada pelas aulas – e seus exóticos componenetes, eu incluso – tenho tido pouco tempo este semestre. Por isto este blog está algo mais lento. 

Entretanto, há toda uma nascente blogosfera de bons alunos de economia que têm tornado meus dias de rabugice bem menos ranzinzas (e, como diria o S., sorumbáticos…).