janeiro 2009


Peter Boettke, um austríaco razoável e sério, coloca a pretensão intelectual de Soros em seu devido lugar. A dica é: só porque o sujeito é bom em apostas não quer dizer que seja bom em fazer chocolate.

Mais um bom vídeo com legendas do Ordem Livre.

O programa está quase finalizado. Não sei quantos alunos terei, mas será muito interessante este curso. Em breve, aqui, mais detalhes sobre todos meus cursos deste semestre.

p.s. Meu curso se baseia fortemente no de Peter Leeson, mas há algumas alterações importantes. Usarei, inclusive, textos de conteúdo empírico (sou um heterdoxo para os “austríacos”?)

Bolivarianos brasileiros mostram uma estranha e inédita vocação: a de dialéticos desportistas. Alguém me explique este desdobramento do materialismo histórico do gramscianismo de quermesse, por favor. ^_^

Todo aquele discurso de quem odeia Israel e adora rezar…bem, tudo aquilo está no lixo. Graças a um iraniano bem safadinho…

E olha que tem gente que adora aquilo lá…

O resumo é o seguinte: li por aí que a Flora, da recém-terminada novela global, embora fosse uma assassina psicótica, era adorada por todos. Alguém poderia compará-la com o assassino em série Dexter, mas eu prefiro uma outra comparação, que faz mais sentido para mim.

Na mesma novela havia um bêbado que batia na mulher e destruiu a família. Bem, o sujeito foi um crápula desde o início. Sequer foi elogiado pelos telespectadores. Já Flora, mulher “boazinha” que optou pelo oportunismo, sacanagem e até crimes para se dar bem na vida, esta sim, merece aplauso da galera.

Não é estranho, portanto, que gente que use de sacanagem tenha altos índices de popularidade no país.  O povo gosta é disto: gente que seja esperta o suficiente para passar outros para trás. É o velho elogio ao “jeitinho” brasileiro no que ele tem de pior, ou seja, o jeitinho como uma forma de extrair riqueza alheia a seu favor e não como forma de minimizar custos de transação.

Flora é a cara do Brasil que muita gente defende. Um Brasil no qual o “pobrezinho” tem direito a usar de má fé e sacanagem para se dar bem.

Já que o ministro resolveu acabar com a diplomacia entre Itália e Brasil, se eu fosse italiano, sugeriria a revogação da cidadania italiana dada a políticos brasileiros…e suas esposas.

Aí eu queria ver.

Já está online.

Está aqui.

Curto artigo – o limite de espaço de alguns editores é insano – sobre o sistema de metas.

Ronald traz o que será, provavelmente, a heterodoxia vencedora no futuro. Esqueça os pterodoxos.

Pausa em tudo que hoje é aniversário da esposa.

Coisas que a gente não pode esquecer…

Será este mais um estudo baseado em correlação espúria? A conferir

p.s. confira o novo blog das moças.

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Este pessoal de Taiwan não é fácil não. Se estiver em São Paulo, dê um pulo na Liberdade que você acha este e outros produtos fabricados em Taiwan. A dica é este e o Taro Mochi. Ambos muito bons. O pessoal do Comidinhas é que vai gostar, creio.

Há meses que eu escuto o mesmo mantra dos keynesianos de quermesse e seus aliados pterodoxos (na verdade, há uma interseção aqui…): “a crise mostra que o governo é que é o tal”. Aí o governo salva crianças, cachorros, árvores, etc. É o discurso “ufano-governista”. Chega a cansar. Muita gente comprou este discurso fácil, eu sei.

Aí, de repente, o próprio governo se faz de vítima. A velha estratégia de culpar o outro pelo seu fracasso? Alguém poderia dizer que o governo caiu na real mas não se engane, a estratégia aqui é outra. É simplesmente cálculo egoísta e racional sobre o calendário eleitoral.

É claro que o mercado não é perfeito, mas o governo está longe de admitir suas óbvias falhas…

Dica boa esta do Selva. Tradução de um texto de Boettke feita pelo blog “Enxurrada”.

Tal como eu mesmo disse outro dia, Eugene Fama prefere uma política fiscal baseada em cortes de impostos – no momento atual – do que o modelo pterodoxo. Leia aqui.

Mr. X tem muitas perguntas interessantes. (ele está em pleno debate)

A minha, de Econometria, está passando por substanciais mudanças – não tão drásticas, mas claramente substanciais – por estes dias. O próximo semestre, com certeza, será cheio de novidades.

Ah sim, Simonsen será muito usado em todos os meus cursos. Principalmente os clássicos “Macroeconomia” e “Dinâmica Macroeconômica”. Não se preocupem, caros alunos, não vamos usar a parte de álgebra linear do segundo livro, embora seja extremamente detalhada…

A Outra Face da Moeda manda mais um torpedo na ignorância. Deveria ser lido e recitado em salas de aula.

Selva está certíssimo na comparação entre da Silva e Serra.

Thomas Kang levantou uma bola muito boa: o autismo da área de história econômica no Brasil. Ele está certo. Esta é uma das mais disseminadas pestes que atrapalham o desenvolvimento da história econômica brasileira. Gente de talento é simplesmente ignorada ou propositalmente discriminada porque “usa matemática”, “usa econometria” ou, claro, desnuda algum destes velhos tarados que se auto-denominam “historiadores econômicos”.

Vale o destaque na blogosfera de hoje. Lavou minha alma, Thomas.

Eis a notícia: “Anúncio oferece R$ 40 mil para vaga de zelador de ilha paradisíaca”. A observação do Renato, do A Outra Face da Moeda é que a prefeitura poderia lhe arrumar emprego similar para cuidar da lagoa da Pampulha, aqui em BH. Por que? Porque outro aluno nosso descobriu que os R$ 40 mil não são assim tão fáceis. A ilha parece ter seus perigos também.

Pois eu pergunto ao leitor versado em Heckscher-Ohlin: será que um cara como o Renato sairia daqui para lá a este salário?

Pensando no teorema, tendemos a exportar produtos mais intensivos em mão-de-obra pouco qualificada. Este, aliás, é o resultado de um trabalho premiado pelo BNDES em 1997. Resta à mão-de-obra qualificada produzir para o mercado interno ou…emigrar. A uns R$ 40 mil, talvez até valha a pena. Se bem que o o salário relativo é uma variável importante neste caso e não sei quanto o Renato ganha com seus investimentos milionários… ^_^

Hamas, crianças…e explosivos. O vídeo foi feito por soldados israelenses e, claro, merece ser visto com toda a atenção e crítica. Mas em vista do histórico de falsificação de fotos por palestinos, acho difícil acreditar que eles não tenham, mesmo, feito isto.

Ao contrário da má economia – que eu chamo de pterodoxia por ser primitiva como os pterodátilos (ou como a Petrossauro, diria Roberto Campos…) – a boa economia é de uma grandeza única. De onde surgem as críticas mais interessantes ao sistema de metas, por exemplo? De gente como Franco, Werlang, Malan ou Fraga.

Obviamente, os pterodoxos podem dizer que os interesses destes economistas mudaram, mas a crítica pterodoxa também é sujeita a este argumento. Basta ver o que têm feito com fatias do setor público em termos de inteligência econômica nos últimos anos.

No líquido, ainda acho que Franco, Werlang, Malan e Fraga ganham o debate com léguas de distância de vantagem sobre os raivosos pterodoxos.

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