Plágio no governo
Esta é uma notícia grave mesmo.
Pirataria.
O edital da SECOM da Presidência da República, para contratar uma empresa por R$ 11,1 milhões, cujo trabalho será redesenhar os sites da casa, mostra bem a cara do petismo. O texto do “briefing”, que explica o “fenômeno”da internet, é copiado de um artigo de uma estudante de graduação, publicado onde mesmo? Na internet. Sem citar a fonte. Sem nenhum “segundo fulano” ou “apud sicrano”. É ou não é a cara deste governo?
O que o Coronel encontrou, pelo visto, vai além de qualquer crítica ao governo feita até então. É muito sério. Trata-se de uma total falta de critérios por parte da gestão pública. Eu me pergunto sobre o que pensam meus ex-alunos de Administração Pública quando se defrontam com uma ocorrência como esta. A burocracia tem, no mínimo, que se desculpar perante a sociedade (ao invés de mostrarem aquela arrogante plaquinha sobre a prisão de quem reclama da ineficiência do serviço público brasileiro, como que dando um “carteiraço” porque passou em um concurso público) e rever o texto.
Para mim, como ex-professor, por mais de 11 (onze!) anos de metodologia de pesquisa, o mais importante é a retratação pública. Talvez a jovem autora até seja militante governista, mas isto está acima das paixões políticas: é uma questão legal.
Nenhum resultado de indicador de “respeito aos direitos de propriedade” pode me convencer do contrário. Plágio é coisa muito séria e o último lugar em que poderia ocorrer é na administração pública.
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