Sábado, Setembro 20th, 2008


O caso norte-coreano mostra o quão estúpida pode ser a negociação externa republicano-democrata do governo dos EUA. Cada vez mais parece-me que com ditadores não há conversa. Ou você apenas mantém relações econômicas com eles – e que os interessados cuidem do ditador – ou então você parte para uma política preventiva com algum tipo de ação militar rápida e eficaz.

A Coréia do Norte segue sendo o maior fiasco do socialismo e, também, a mais estúpida das economias que já existiram na Terra.

Em resumo, eu diria para lerem a última opinião deste post. Foram oito anos para se ajustar (mais do que Geisel teve quando decidiu pela loucura do “II PND eterno”, expulsando Simonsen e trazendo o “milagreiro” Delfim). Oito anos. As reformas foram feitas? Que reformas? O que as reformas promovem?

Eis as questões que os brasileiros, estes eleitores mesmo, terão que enfrentar futuramente. Além do voto em um ou dois dias a cada quatro anos, esta gente tem encarar o que vem por aí. Por enquanto, a escolha populista, pouco informada, vence por larga margem. Tem gente que pretende ver nas ações do FED – por mais desastradas que sejam – algo similar às estatizações bolivarianas de Chàvez, Morales (e também a dos sonhos de muita, mas muita gente mesmo, da administração da Silva).

Neste ponto vale uma aula simples: uma coisa é o Banco Central ser mais ou menos intervencionista (e minar, sim, incentivos bons gerando risco moral e tal). Outra coisa é o governo fazer estatizações sem crises, sem motivos e com objetivos puramente totalitários, de concentração de poder. Se o FED estatizou tal e qual seguradora…e depois vende-a novamente em alguns anos, pergunto ao leitor: Chávez fará o mesmo? Quando será a venda de suas estatizadas? Já tem anúncio no jornal?

Ah, bom…

Com atos interessantes como este, Chávez tem sido (embora mais discretamente agora…) alvo de elogios de sociólogos e cientistas políticos nos programas de TV paga. Esta gente (a banda podre deles, não todos) adora falar mal de economista porque economia é uma “ciência humana” e “ser humano vai além da maximização”. Coisa de analfabeto mesmo.

Mas o que dizer quando esta bovinidade (ou cavalidade) se expressa de maneira ultra-elogiosa em relação a um presidente eleito que persegue opositores (não, não, não é Hitler, mas…) e depois se cala? Para mim, é pior que errar uma previsão. É ter um palpite ruim, torná-lo um argumento de autoridade e depois não ter – como se diz mesmo? – culhões (na falta de uma palavra mais bonita) para assumir que vomitou excrementos em sua análise mal fundamentada e muito ideologizada.

Dá vontade de dizer aos hipócritas: “Parabéns, senhores. Pena que comparar gente séria com os senhores seja ruim porque estaríamos observando o limite inferior da distribuição, se é que me entendem”.

Meu ex-monitor de Microeconomia (meu e do Fábio) analisando conjuntura na TV. Colocou-se no centro do furacão. Falta pouco para ele se convencer de que a continuação dos estudos é inevitável!! ^_^

Excelentes comentários dos amigos.

Agora, minhas pontuações:

a) se existissem várias empresas de correio, o poder de monopólio seria menor

b) email, celular, ok…mas são substitutos imperfeitos do correio.

c) inspirando-me no Teorema de Coase: por que o contrato não é escrito de outra forma? Na minha opinião, poderia ser algo como: a empresa responsável pela entrega da conta deve garantir que a mesma será entregue ao destinatário até a data do pagamento (um dia antes, né?). Caso contrário, deve reportar o ocorrido, efetuar o pagamento e, posteriormente, cobrar do destinatário o ressarcimento.

d) Outra sugestão: ao invés de (c), cobre-se a multa da transportadora, não de quem não recebeu a conta.

A pergunta é: por que um contrato assim não existe? Simples relação de custo-benefício ou há algo político nisto tudo?