Monpólio é aquele sujeito sem concorrentes (substitutos) próximos. Não é caso dos Correios. Boa lição de economia.

Nos últimos 18 dias, tempo de duração da greve, o volume de entregas expressas da empresa aumentou 120% para destinos nacionais e 30% para o exterior. “A maior demanda está no eixo Rio-São Paulo e também entregas para Europa e Ásia.”

Eu me pergunto sobre o efeito do preço dos concorrentes sobre o poder de monopólio do Correio, se fosse extinto este estranho privilégio de exclusividade na entrega de correspondências e encomendas.

Veja que, por enquanto, apenas os mais ricos podem usufruir dos serviços destas companhias (uma comum consequência de monopólios estabelecidos por governos), o que dificulta ao pobre perceber a inutilidade do monopólio postal (e que ajuda os interessados na manutenção do privilégio a mantê-lo).

O problema não é do “Correio”, claro. O problema é que eleitores-pagadores de impostos são prejudicados e não há uma única alma viva neste nosso Judiciário que diga que alguém tem que pagar esta conta. Aliás, de vez em quando aparece algum, mas sempre diz que o problema é nosso (o famoso: “fod**-se o seu”) porque o Estado tem necessidades, é importante, tem o “social”, a “solidariedade”, blá blá blá…