Este é o sub-título deste interessante artigo.

Alguns trechos, comentados:

The case for calorie labeling rests on several arguments, some sturdier than others. High-calorie diets have been shown to contribute to obesity, and fast-food restaurants often have higher calories per meal than food prepared at home. “People eat about half their calories outside the home,” said Kelly Brownell, director of the Rudd Center for Food Policy and Obesity at Yale. “And when they do eat out, they tend to eat more, and what they do eat has higher calories.”

Second, New York cites studies showing that people do a poor job of estimating the calorie count of the food they buy at restaurants. According to Brownell, even dieticians grossly underestimate the number of calories in dishes served at restaurants.

But will telling people how many calories are in their meals actually change what they order? To answer that question, New York City commissioned a study last year in which researchers interviewed customers leaving fast-food restaurants about their purchases. Since Subway was the only restaurant that displayed calorie counts on the menu board (rather than on its Web site or tray liners), the researchers focused on Subway customers, to see whether the calorie information had an impact.

Notou, leitor? Mesmo que políticos sejam políticos (e que governo seja governo) em qualquer lugar do mundo, em alguns casos vê-se uma mínima preocupação de se fazer pesquisa antes de se fazer política pública. Mais ainda, lá não existe esta choradeira de gente que teme a concorrência científica contra economistas que se vê aqui. Coisas que geram comentários imbecis sobre, digamos, Freakonomics, dizendo que o mesmo é uma espécie de brincadeira enquanto apenas os assuntos tratados por uma elite (elite?) de sujeitos seria economia. Lá economistas e outros profissionais possuem bem menos preconceitos mútuos (eles existem, mas são discutidos em nível civilizado…com as exceções pterodoxas de praxe) do que nesta selva:

Variyam and Cawley’s study, published in 2006 by the National Bureau of Economic Research, found that nutrition labeling did reduce obesity but only among a single demographic: white, non-Hispanic women. For all other demographics—Hispanic and black women and men of every ethnic group—they found no significant impact after nutrition labeling became required.

Will menu labeling be any more effective? Slate’s New York reporting (see video on previous page) indicated that most fast-food patrons said it wouldn’t affect their meals. For some people, the question is moot.

Note bem, leitor. Ambos os lados de qualquer debate, na civilização, dão muita importância à pesquisa empírica – e pouco aos floreios-devaneios de alguns juízes/advogados/”(de)formadores de opinião” – na hora do debate. Basta ler o resto do artigo.

Na entrevista que fiz com Adolfo Sachsida, recentemente, destaquei a falta de pesquisas de um lado fraco e frequentemente reclamador do debate brasileiro: os liberais. Mas o meu ponto não é específico deste importante embate ideológico. Ele vale para todos os brasileiros, em todos os debates, com todos os interesses possíveis.

Este é um texto descaradamente defensor da pesquisa empírica como um dos (note bem: “um dos”) meios civilizados de debate prévio à tentativa de qualquer política pública (inclusive a tal “Lei Seca”) e também pós-implantação (para, efetivamente, avaliar-se os resultados destas políticas).

No caso dos economistas, um método muito interessante é a tal abordagem “diff-diff”. As gerações novas de economistas brasileiros têm muito a aprender em Econometria. Não sei se sobra tempo para debater sobre “sexo dos anjos” mas, na escassez de tempo, eu (note bem: “eu”) escolho estudar métodos novos de mensuração de impactos de políticas.