Sexta-Feira, Junho 6th, 2008


Eu descobri que a maioria das pessoas, mesmo as mais educadas e inteligentes, não têm a menor idéia do que um economista faz ou do que a economia, como disciplina, tem a contribuir para a compreensão do mundo à nossa volta.

Eu tive uma amostra do problema certa vez, quando estava em um avião, e uma mulher ao meu lado me perguntou sobre a minha ocupação. Eu respondi que escrevia livros sobre economia. “É uma pena que meu marido não esteja aqui”, disse ela. “Ele adora livros sobre a bolsa de valores”. Eu gostaria de ter respondido que estava feliz por ele ter ficado em casa, já que não tenho nenhum interesse em livros sobre o mercado de ações. Eu me segurei, mas aprendi uma lição que se confirmou em conversas subseqüentes com estranhos altamente qualificados educacionalmente: a maioria das pessoas acredita que a economia tem algo a ver com as finanças pessoais e com a bolsa de valores. Na melhor das hipóteses, os que não são economistas pensam que a economia é apenas o macro, que lida com PIB, taxas de juros e política monetária. A maior parte dos não-economistas acredita que esses assuntos são assustadores ou chatos. Não é de se estranhar que a maioria das pessoas não esteja ciente que a economia tem algo a dizer a respeito do que Alfred Marshall chamou de “assuntos práticos da vida.” Esse lado da economia, o lado micro, o lado que se concentra no comportamento humano, tanto em nível individual quanto grupal, foi minimizado pela ênfase nas notícias financeiras, nas taxas de juros e no mercado de ações.

Mas leia tudo.

Entrevista (muito boa) com Leo Monasterio. O que ele fala sobre Celso Furtado é exatamente o que eu – e bons historiadores – pensam sobre sua obra.

Hoje, o Erik. Isto que ele fez não tem preço…