A cultura é sinônimo de determinismo histórico? Maio 27, 2008
Posted by claudio in Uncategorized.Tags: capital social, Cultura, Desenvolvimento econômico, nova economia institucional
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Esqueça o famoso “jeitinho brasileiro”. A longa permanência no Japão faz com que alguns brasileiros mudem de comportamento, assimilem hábitos e características tipicamente nipônicas e absorvam, ou sejam absorvidos, pela cultura japonesa. Os casos não são raros e exemplificam um curioso fenômeno que, aqui, chamaremos de “aculturação”.
“Aculturação” uma ova, amigo. Trata-se simplesmente de um processo maravilhosamente complexo e importante de como incentivos alteram a cultura das pessoas. É o âmago da discussão sobre o papel das instituições no desenvolvimento econômico.
Inclusive, devo dizer, talvez seja o contrário. Poderíamos dizer que o sujeito viveu no Brasil sob uma repressão de seus verdadeiros valores individuais. É muito simples achar que o sujeito se “acultura” porque é obrigado a isto. Nem sempre. Veja o trecho abaixo:
Há 14 anos no Japão, Amano foi ao Brasil pela última vez em 1997, ou seja, há 11 anos, e ficou só duas semanas lá. “Só sinto falta dos meus familiares e de alguns lugares, mas estou totalmente integrado e adaptado ao estilo de vida japonês”, garante ele, que também menciona valores culturais nipônicos com os quais se identifica. “Muito me agradam a disciplina, a pontualidade e o respeito mútuo, entre outros valores da sociedade japonesa.”
Se lhe agradavam os valores, o coitado foi “oprimido” (como gostam de dizer os supostos “engajados” brasileiros) pela nossa sociedade. Não sei dizer, realmente, como ocorre a mudança dinâmica da cultura em nível individual, mas fica óbvio, para mim, que incentivos importam. Mais ainda, fica óbvio que “incentivos” é a grande contribuição da Ciência Econômica para os colegas das Humanas, quer eles gostem (ou entendam) o termo corretamente ou não.
p.s. Veja também o problema das dotações e instituições iniciais aqui, em um problema, digamos, invertido…
É por essas e outras que eu acho que O Brasil não tem jeito se for deixado nas mãos dos brasileiros :-). É o caso mais ou menos do ovo e da galinha: as intistituições genram incentivos para agir corretamente (ou se preferir, punem aqueles que não o fazem) mas como gerar instituições assim num país onde a bandalha impera? Eis a questão tostines: uma cultura avançada cria instituições para preservar seus valores ou institituições induzem valores em uma cultura?
Desculpe os erros de digitação… Tô no trabalho
Pois é Shikida, e o que tem de extraordinário de um povo é a sua música, arte, língua, ou seja, sua diversidade cultural e por que não dizer, natural… Características que a distinguem das outras. Creio que é necessário um processo de REDENÇÃO, no seu sentido amplo, aos brasileiros. Só não concordo com vc neste ponto:
“É por essas e outras que eu acho que O Brasil não tem jeito se for deixado nas mãos dos brasileiros :-).”
Porque pensar assim é justamente ratificar a argumentação da qual a crítica foi elaborada, não acha?
Marcos Paulo
eu sou um eterno pessimista. Um Hume de mau humor, sem tantos “H”s e nem um milésimo do talento do amigo do Smith…
vou ao Japão me aculturar ehehe
O Claudio que disse que
“É por essas e outras que eu acho que O Brasil não tem jeito se for deixado nas mãos dos brasileiros :-).” sou eu e não o Shikida.
Eu sou pessimista - ou realista? - em estado terminal.
[...] A cultura… Maio 30, 2008 Posted by claudio in Uncategorized. Tags: blogosfera, Blogs de economia, Cultura, Desenvolvimento econômico, história, história econômica trackback Outro que fala de coisas similares ao que eu disse aqui, outro dia. [...]