Um dos campeões de voto do PT no Rio, em seu sexto mandato como deputado estadual, Carlos Minc não tem, pelo mapa de doações da Justiça Eleitoral, grandes mecenas. Seu quadro de doadores é formado, na maior parte, por pessoas físicas, amigos, parentes e até ele mesmo, que em 2002 colocou R$ 10.530 do próprio bolso para honrar suas despesas. Ninguém, empresas ou conhecidos, doou nenhum valor acima de R$ 50 mil.
Mas se as doações refletem um pouco do perfil de quem paga as contas da campanha de um político, é curioso analisar que um dos doadores da campanha do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em 2002, foi a Analytical Solutions S/A, laboratório de análises de alta tecnologia que vende soluções para setores como agronegócios (verdadeiro palavrão para os ambientalistas), meio ambiente, indústria e petróleo. Uma ajuda de módicos R$ 6 mil.
Eis aí como funciona a política. Um outro mundo é possível, tá vendo? É só tirar a venda do fanatismo e da idolatria e você enxerga melhor como funciona o mundo da política à direita ou à esquerda. A diferença é que, atualmente, se você fala da esquerda, é xingado de tudo quanto é nome feio. O porquê desta hipocrisia não necessita explicação, claro.
De qualquer forma, perceba como o mercado político é muito mais complicado do que se diz por aí. Qualquer cientista político sério pode atestar o que digo. Mas só os sérios.
Quem achou a lista “atualizada” foi o PRA.
Enquanto isso, os intelectuais da esquerda brazuca continuam em seu obsequioso e conveniente “silêncio”.
Só mesmo um cego-surdo-mudo para não ver o boom de estudos de história econômica de boa qualidade desde o final do século XX…eis mais um artigo.
Finalmente, uma lição de moral e cívica (ou de moral apenas) por Marcelo Soares.
Moral da história: George Orwell teria no Brasil um belo exemplo de seu Ministério da Informação junto a um povo mal educado (no sentido bom da coisa) em economia elementar. E ainda há quem ouça os pterodoxos. Só mesmo o bolso cheio ou a mente vazia para explicar isto. Ou ambos.
Por mim, o jornal em que Franco aparece como colunista a partir de agora não era muito digno de ser citado aqui. Todos os acadêmicos conhecem a história das distorções feitas na entrevista de um importante professor da PUC-RJ naquele jornal e, claro, não é necessário citar os estranhos palpites de certos jornalistas que já trabalharam por lá.
Então, este jornal terá, eventualmente, um “jabá” aqui, graças à excelência de Franco.
Ah sim, a dica foi do Duke.