Segunda-feira, Abril 28th, 2008


Defender a maior concorrência entre bancos. Não concorda? Estou com o Adolfo nesta.

Pergunta básica: por que será que ouço poucos (lá vou eu seguindo a boa prática do jornalismo brasileiro) supostos defensores dos consumidores defenderem um aumento da concorrência entre os produtores/vendedores?

Historiadores que fazem jus ao diploma sabem que a história não é esta lenda dos supostos especialistas e consultores de órgãos dedicados à construção de uma novilíngua na qual “social” é sinônimo de anjos e “individual” é o próprio tinhoso.

Por exemplo, uma mentira disseminada por supostos professores de História em colégios é a de que Pizarro chegou e – destacam sempre o catolicismo – arrasou com inocentes autóctones.

Nada mais longe da verdade.

Pizarro chegou e encontrou um império selvagem que massacrava seus vizinhos. Tudo bem que o massacrou, mas é bom lembrar que contou com a ajuda de todos os oprimidos da época. Em outras palavras, não existia nenhum bom selvagem aqui, exceto na mente amalucada (ou romântica, como queiram) do Rosseau e seus seguidores.

Ao final, sim, a colonização se deu com um banho de sangue mas, por outro lado, banhos deste tipo ocorrem em outros momentos da história (como no extermínio de ucranianos sob as bençãos socialistas) sem a mesma reação nervosa dos supostos atores sociais. Digo, supostos não porque até que atuam bem no palco…

Eis um debate que mostra a importância do conhecimento das hipóteses adotadas pelos envolvidos na discussão. Claro, também mostra como se fazer análises positivas, mesmo que haja pontos normativos nem sempre claramente especificados nas análises.

O efeito indireto apontado pelo Ronald é, realmente, bastante razoável. Fica aí a sugestão para o povo da econometria que não tem medo de ameaças de ideólogos: estimem isto!