Uma proposta para o estabelecimento de um mercado para alocar órgãos humanos para transplantes
Eis o texto (muito interessante) do médico que propõe um esboço de como poderiam ser os incentivos em um mercado como este. Mais ainda, ele discute e refuta argumentos ingênuos – mas comuns – que existem na praça dos docinhos ideológicos. Tema interessante e polêmico, certamente aguarda por alguém que faça um debate sério no Brasil a respeito. Como assim “sério”? “Sério” quer dizer sem medo do debate e sem argumentos falsos como “não podemos debater isto porque diminuirá o número de doações”. Algo que equivale a dizer que deveríamos debater roubalheira na administração da Silva um bocado pois, o simples ato do debate aumentaria a não-roubalheira…
Se as vidas humanas merecem respeito, debater sobre alternativas de garanti-las, sob o império da Lei (= lei que respeita os direitos de propriedade, não falo do “MST dos órgãos”, aquele que acha que pode arrancar seu fígado para “fins sociais”…) só pode nos fazer bem.
A propósito, uma versão preliminar de um artigo que eu e o Ari publicamos há alguns anos tocou no tema. Embora simples, é justamente este o melhor aspecto do artigo: didático e esclarecedor sobre como funciona, teoricamente, um mercado para órgãos humanos. De quebra, um esboço de cálculo sobre quanto um médico gostaria de receber, no mínimo, para se corromper e alterar a fila de espera.
- Publicado em: Uncategorized
- Etiquetado:economia dos transplantes, mercado para órgãos humanos

Esta obra está licenciada sob uma