Outro dia tive o prazer de comprar o box dos Thunderbirds, um seriado que eu via quando era muito, mas muito novo (ou seja, isto foi há muito, mas muito tempo atrás). Resumo a história: existe lá uma ilhota onde um milionário ex-astronauta e seus filhos criaram uma tal de “Resgate Internacional”. Há um suporte britânico na pessoa da finíssima lady Penelope e seu mordomo-chofer que cuida do clima mais “misterioso” das histórias.
Ok, a atração toda eram os marionetes e as geringonças da equipe. Toda criança queria ter uma ilhota daquelas com as naves, submarinos e tudo o mais.
Como elemento de diversão, a série era genial. Mas a vida passa e, infelizmente ou não, a gente cresce. E aí você pergunta: como é que um ex-milionário conseguia manter tudo aquilo? Quem pagava as contas da Resgate Internacional? Eles não cobravam pelos resgates? Como é que eles conseguiam ter uma localização secreta, uma vida algo sigilosa e, ao mesmo tempo, captar dinheiro para manter a equipe?
A beleza da fantasia é, creio, justamente você saber que estas perguntas são, sim, importantes mas, ao mesmo tempo, saber também que respondê-las tiraria toda a graça da história. Assim, crescer é, em certo sentido, saber que fantasia e realidade não são a mesma coisa. Acho que alguém já disse isso, mas não custa reafirmar…
fevereiro 22, 2008 at 5:02 pm
É, cresci sem ganhar nada dos Thunderbirds… Fiquei traumatizado e virei este conservador reacionário que todos conhecem