Ei, eu disse “estuda”, não “frequenta”, ok? Tá, então, agora que estamos de acordo, veja só que interessante esta dica do Filisteu (via e-mail):
Interessante, não? “Empreendedorismo” é um dos tópicos que, recentemente, têm sido mais bem tratados na Teoria Econômica. Após uma longa pausa (desde os insights de Schumpeter), economistas passaram a dar mais atenção ao tópico quando iniciaram os estudos sobre teoria da agência (agente-principal). Claro que, por fora, sempre houve Israel Kirzner, repetindo e repetindo.
O estudo acima me faz pensar em quão pouco sabemos sobre o tema. Afinal, como já disse Baumol (e já citamos muitos estudos sobre o tema neste blog), há empresários que usam seus talentos para um capitalismo produtivo e há os que colam na burocracia, em busca de privilégios. O artigo acima nem arranha esta questão, mas creio que este é o próximo passo para que possamos entender melhor que tipo de empresário gera mais (e mais duradoura) prosperidade e qual é que devemos evitar.
Lamentavelmente, o preconceito e a ignorância de muito professor de faculdade de Administração prejudica o conhecimento e a leitura de textos como este por parte de seus alunos (e do próprio professor), o que difunde uma visão prejudicial sobre o papel do empresário na sociedade. Estatisticamente, contudo, é impossível que todos sejam preconceituosos o tempo todo, o que me dá uma esperança de que, em algum lugar, neste Brasil, há um professor de Administração que realmente ensina empreendedorismo como fonte de auto-crescimento, eficiência e prosperidade ao invés de simplesmente ensinar como maquiar documentos para conseguir uma linha de crédito pública.
Fevereiro 8, 2008 at 11:51 am
[...] shikida dá a dica para pensarmos em uma [...]
Fevereiro 8, 2008 at 12:00 pm
E eu procurando um texto bom sobre este tema pouco estudado! Estou escrevendo um artigo sobre um “empreendedor colonial” no RJ e, naquele período, percebe-se a atuação de agentes que usam seu talento para o setor, digamos, não produtivo… O caso que estudo é de agentes que utilizam o Estado como meio de aumentar a produtividade da sociedade (ou quase aumentar eheh)