Não tem chororô…. Dezembro 6, 2007
Posted by Pedro Sant'Anna in Academia, material.add a comment
Já ouvi diversas vezes colegas reclamarem que não entendem a explicação do professor com desculpa pela falta de estudos.
Agora (já tem algum tempo) os professores podem passar para os alunos o link do MIT. Isto mesmo, o MIT coloca muito material de diversos cursos online. O link para os cursos de economia é esse.
Vale pena dar uma olhada.
Ah, o inverso também é válido: vale a pena dar um conferida e para cobrar dos professores também.
Parabéns, Tambosi Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in Academia, blogosfera.1 comment so far
Reproduzo na íntegra.
Professores e alunos
O filósofo Roberto Romano homenageia hoje em seu blog alguns ex-alunos, entre os quais este escrevinhador e Paulo Araújo (que, aliás, não conheço pessoalmente). Paulo desmontou a fraude criada pelos chavistas no dia do referendo venezuelano - na qual caíram, vergonhosamente, todos os jornalistas (ver posts abaixo).
Professores têm poucas satisfações na vida. Quase sempre enfrentam as ciumeiras dos colegas, a concorrência por nada (visto que ser conhecido ou “respeitado” na assim dita “comunidade” (rá-rá-rá) acadêmica é igual ao pregado no Eclesiastes, “poeira, nada” (uso a tradução de Haroldo de Campos). A única alegria encontra-se em alunos. Mas não em todos. Existem os estudantes que já nos primeiros anos da graduação escolhem a quadrilha acadêmica a que pertencerão. E também escolhem os seus “amigos” e “inimigos” (praticam Carl Schmitt sem saber, na espera de praticá-lo com plenos conhecimentos, mais tarde) entre os colegas e docentes. Depois vêm os alunos sem rumo e voz, os que “nem estão aí” para os saberes expostos em sala de aula. Depois vêm os desprovidos de capacidade intelectiva, mas esforçados, que merecem suas notas porque atravessam noites com os olhos grudados nos livros. Estes me comovem. Não raro, resultam em bons profissionais, honestos e competentes. Existem os inteligentes preguiçosos, que levam os cursos com os pés nas costas, mas que serão, sempre, apenas espertos. Existem os de inteligência aguda mas de coração pequeno. Existem os sectários, existem milhares de tipos entre os estudantes. Existem (são os que mais me irritam) os que tuteiam o professor, para intimidá-lo forçando uma intimidade impossível, na verdade para conseguir dominar a vontade do mestre. Existem os frios, que nada dizem, nada acenam, até que apresentam um trabalho excelente, mas sem alma. Existem, existem… os que se irritam com a mínimas correções na escrita ou na fala, como se fosse crime o professor exercitar a função para a qual é pago: notar os defeitos e realçar as qualidades dos alunos. Angariei muitos inimigos ferozes entre alunos furiosos porque diminui alguns pontos em suas notas, por causa de alguns defeitos graves de gramática, sintaxe, semântica. Dar uma nota, como viver, é muito perigoso.
Dentre todos os alunos, ou ex-alunos, alguns se distinguem pela imensa polidez, capacidade intelectual, finura no trato, firme convicção nas idéias. Estimo, sobretudo, os que sustentam idéias diferentes das minhas, porque odeio mimetismos.
Orlando Tambosi e Paulo Araújo constituem motivo de orgulho para mim. Inteligentes, bem educados, eruditos, autônomos, eles me ajudam a enxergar coisas no mundo jornalístico e político, coisas das quais não suspeito, apesar de queimar as pestanas para entender este mundo, vasto mundo sem solução.
Segue mensagem recebida por mim, enviada por Paulo Araújo. Apesar do tom pessoal, creio que ela pode ajudar muita gente a perder as escamas dos olhos, sobretudo em relação ao tirano da Venezuela.
Boa leitura das janelas abertas por Tambosi e Araújo. E coração prevenido, porque a Venezuela não está situada nos antípodas, mas abre suas goelas bem ao lado de nossa terra. Leia no Contra a Raison d’Etat).
Obrigado, mestre.
Oferta e demanda para leigos Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in Economia Brasileira, economia.add a comment
Oferta, demanda, elasticidade…e tudo aplicado à conjuntura de forma simples. Por Sardenberg.
Fraga vs. Meirelles Dezembro 6, 2007
Posted by arifranaj in Uncategorized.add a comment
Determinants of Monetary Policy Committee Decisions:
Fraga vs. Meirelles
Paulo Chananeco F. de Barcellos Neto
Marcelo Savino Portugal
Abstract
The aim of this paper is to assess the stability of the suboptimal Taylor-type monetary policy framework in the decisions made by the Brazilian central bank after the adoption of the inflation targeting system. Comparisons of the rules followed by two central bank chairmen between 1999 and 2006 demonstrate that the determinants of the decisionmaking process underwent some changes. Despite this body of evidence, all functional structures proved to be compatible with an inflation targeting system, indicating continuity in the conduct of such regime in Brazil.
IPEA: humor que me chega na caixa postal Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in Humor.add a comment
Instituto de Pesquisa Econômica Alinhada?
Intervenção estatal sobre o que você assiste Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in autoritarismo, bolivarianismo, reserva de mercado.add a comment
Parece que a segunda administração do sr. da Silva entrará para a história como um governo que mais tentou intervir na vida das pessoas. A bola da vez, agora, é a TV a cabo.
Nunca vi xenofobia-chauvinismo tão grande como a dos nossos políticos. Alguém precisa proibir esta gente de criar reserva de mercado em qualquer esquina…
As origens da desigualdade no Brasil Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in desigualdade econômica, história econômica.add a comment
Reis e Monasterio (já citei o Congresso aí, né?) dizem:
The paper provides historical perspectives on regional economic inequalities in Brazil. Based upon municipal data on the occupational distribution of the labor force in Census years 1872 and 1920, it analyzes the changes in the spatial concentration of economic activities in Brazil. The New Economic Geography provides the analytical framework to show how geography, technology and institutions combined to give industrial preeminence to the city of São Paulo and why the industrialization of São Paulo had limited and delayed effects in the rest of the country. The conclusion discusses research extensions.
The argument in short is that prohibitive transport costs precluded Brazilian industrialization up to the last quarter of the 19th c. when railroads were introduced. The significant reduction in transport costs brought by railroads increased the market potential of the city of São Paulo thus triggering self-reinforcing forces of economies of scale and agglomeration externalities in manufacturing activities. Other consequences of transport costs reduction were the accelerated pace of human capital accumulation brought by subsidized international migration to São Paulo. Consequences for the rest of the country were diverse. Emerging manufacturing activities outside the regions of São Paulo and Rio de Janeiro were out-competed by the reduction of transport costs. Furthermore, subsidized international immigration segmented the Brazilian labor market by delaying internal migration and inhibiting the reduction of regional disparities of wages and income.
Gostou? Eu gostei.
Se tem algo que não conheço bem é a tal Nova Geografia Econômica (também não conheço bem outras coisas, mas vamos ao ponto), coisa que o Leo gosta um bocado.
Acho este trabalho uma excelente chance de se aprender a fazer trabalhos empíricos em História Econômica. Como os leitores já sabem, sou simpático à Cliometria (google it!) e Monasterio é um dos que - a cada dia que passa - mais se destaca no bom uso da econometria à história. Fábio Pesavento também é outra estrela em ascenção.
Eu, como sempre, sou preguiçoso demais para fazer o trabalho de coleta de dados que estes caras fazem…
Passando os olhos pelos três ou quatro artigos que me interessaram, vejo que, embora haja aquele revival do conceito de colônias de exploração/povoamento, esta classificação ainda é inadequada para a compreensão dos problemas do desenvolvimento brasileiro. Instituições - a palavra-chave de Douglass North - parecem aparecer em diferentes formatos segundo determinantes que a literatura ainda não é capaz de resumir (talvez nem o seja). Dois pontos importantes aqui são: (i) quais os determinantes das instituições originariamente implantadas e (ii) como as instituições se desenvolvem ao longo do tempo.
Não é difícil ver que responder estas duas perguntas é um trabalho bem complicado, mesmo que não se entre no aspecto específico do problema que você estuda seja ele a história de Pindamonhagaba, do centro-sul paraguaio ou da América Latina.
Sugestão para Morales Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in bolivarianismo, economia política, falhas de governo.add a comment
Que tal trocar seu presidencialismo por um regime parlamentarista? Pega menos mal - para os democratas do planeta - do que tentar golpes brancos contra inimigos.
Gresham na era de Bolívar Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in história econômica.add a comment
Eis um interessante artigo (foi ou está sendo apresentado no Congresso citado abaixo) sobre a desintegração monetária da América Espanhola Colonial.
p.s. Há lá no Congresso artigos do Leo Monasterio e do Fábio Pesavento (ambos co-autorados).
Congresso Latino-Americano de História Econômica Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in América Latina, economia, história econômica.add a comment
Excelente esta dica do Thomas Kang.
Bom para sala de aula Dezembro 6, 2007
Posted by claudio in Desenvolvimento econômico.add a comment
Eis aí uma dica para os que gostam de Desenvolvimento Econômico.