Educação superior (em Economia): a hora chegou? Setembro 23, 2007
Posted by claudio in Uncategorized.trackback
Erik acha que sim:
O ensino de Economia na graduação tem de ser repensado com urgência. Regra geral, os alunos não são preparados para o mercado de trabalho. Há sempre quem diga que a economia é uma ciência que envolve relações filosóficas, históricas, sociais etc. Porém, este não é o perfil profissional que as empresas buscam. Após a defesa da minha tese, tive várias conversas a respeito deste tema. Cito dois diálogos. O Fernando Veloso brincou relatando a seguinte situação: a empresa chega para o economista e pede a solução para um problema. De imediato o economista fala: “vou ver o que o Keynes, na Teoria Geral, falou a respeito deste tema e depois resolvo”. Em um jantar na casa do Flávio Ziegelmann, o Marcelo Portugal alertou para este mesmo problema. O aluno de economia é capaz de falar sobre relações de demanda agregada, porém incapaz de estimar a demanda pelo produto de uma determinada empresa.
Leia tudo aqui.
Olá:
Sou economista, gostei muito deste blog, conheço o Cláudio Tellez no orkut.
Gostaria que dessem uma passadinha na comunidade economia unesp e vissem as perguntas que Selma Maria colocou lá.
Ela deu um nó na cabeças deles.
Vou colocá-los nos favoritos de meu blog.
abraços
homem culto
oi, homem culto. eu nao conheco a comunidade ou a Selma. Se puder me enviar o endereco, posso olhar. Agradecemos a visita e o link. Que bom que merecemos ser “favoritos” de alguem.
Pois é. A pesquisa do Enade 2006 pra economia na UFMG diz que ~65% dos concluintes consideram como principal contribuiçao do curso a formação teórica, e ~15% consideram o campo “formação profissional”.
Bom, os ingressantes não têm muita base para definir a contribuição efetiva do curso, então imagino que respondam com base em expectativa de qual vai ser esta contribuição. E aí o resultado é bem diferente: 40% para contribuição teórica e ~35 para formação profissional.
Ou seja: esperam uma coisa, mas no final percebem que receberam outra.