Segunda-feira, Agosto 27th, 2007


Após receberem o link para o nosso “best-seller (without selling it)” sobre a economia do sushi (ei-lo), recebi a opinião de gente muito boa:

“Eu vi, mas não li ainda” [Paulo Pacheco, IBMEC-MG]

Lamentável, heim, chefe? Mas vejamos o resto do pessoal:

“Parabéns pelo estudo de caso. Como tudo o que faz, ficou muito divertido. Mas, se alguém for multado, pode chamar um advogado…” [Sulamita, profa. de Direito]

A profa Sulamita, como sempre, muito gentil. Ah, ela também é professora do Philipe Maciel e do Pedro Castro, dois dos co-autores na coletânea.

“Parabens!

Vocês mantém a economia viva e divertida.

(…) P.S. se é Brazilian style, por que se fala de sushi? E Feijoada? (calma é só para gozar mesmo; este país é melting pot e eu e a Helena (5 anos) adoramos sushi). Para os que não sabem como o Brasil é importante para economia (no bom e mal exemplos de Cruzados, etc…), é só lembrar do restaurante a quilo, onde – milagre! –, o custo marginal da comida é completamente divisível (no McDonnals, a menor unidade é sanduíche e eu como no máximo 3 dos pequenos; no restaurante a quilo, dá pra saber quanto custa um grão de arroz, ou uma garfada).

(…) há um restaurante a quilo no Rio que tem dois preços: comida em geral (inclui sushi) e principalmente sushi (o segundo é mais caro). Depois te mando o texto que explica as regras de diferenciação afixadas ao lado da balança”. [Eduardo Pontual Ribeiro, Ph.D, professor da UFRJ]

O Eduardo Pontual só não foi meu orientador porque mudei de tema. Acho que ele também fugiu de mim (quem leu a “auto-apresentação” do Leo Monasterio na coletânea entenderá o que digo). Pontual é um baita economista. Um destes que bem poderia nos dar boas idéias….ei..espere! Ele acabou de fazer isto!

“A idéia é ótima. Pense com carinho em editar isso em livro.” [Marcelo Soares, homem forte da Transparência Brasil :-) ]

Marcelo, eu adoraria editar isto. Não sei quanto aos outros co-autores, mas eu acharia ótimo.

“Caríssimo Claudio,

obrigado pela informação. Lerei com prazer. Como sabes, não sou economista, mas estou aqui para aprender sempre. E confesso que tenho gostado dos blogs dos economistas…” [Prof. Orlando Tambosi, filósofo, professor da UFSC]

O prof. Tambosi eu só o conheço por e-mail (tal como o Philipe Berman, Guilherme Stein e o Diego Baldusco, co-autores na coletânea). Mas o elogio dele merece ser citado. Até para que alunos de economia como os co-autores vejam que bons textos com boa teoria sempre serão valorizados. Não existem elogios gratuitos.

O Alex Castro, escritor e doutorando em História também nos elogiou e reclamou não ter sido convidado. Como punição, enviou centenas de perguntas que, se bobear, ainda…bom, você já leu sobre isto aí embaixo, certo?

De Brasília, Adolfo Sachsida:

Parabens pelo livro, por favor transmita aos outros autores minha satisfacao com o mesmo.

Tive a oportunidade de ler 3 capitulos e gostei muito do que li. Analises oportunas, objetivas e fazendo uso do instrumental adequado. Contudo, acho esse livro mais parecido com o famoso “Economics is everywhere” do Daniel Hammermesh do que com o livro do levitt.

Uma curiosidade que eu acho que valeria a pena ser explorada: por que restaurantes que NAO cobram multa nao expulsam do mercado os restaurantes que cobram multa? TALVEZ a explicacao para isso resida na diferenca de qualidade (ou preco) entre os restaurantes. Por exemplo, talvez os restaurantes que nao cobram multa por desperdicio cobrem um preco mais alto que ja coloca a multa de maneira implicita no preco.

Grande abraco e parabens por essa EXCELENTE iniciativa. [Adolfo Sachsida, Ph.D. UCB]

Adolfo Sachsida eu não preciso apresentar. Qualquer aluno que já está no meio do curso já ouviu falar e/ou leu algo dele. É professor na UCB, e tem um blog que, aliás, está nos links laterais (procure por “Blog do Adolfo”).

Por enquanto, minha felicidade em ter sido o promotor desta idéia – originalmente uma pergunta da Cristiane – só aumenta. Também, com tantos elogios de gente deste naipe…

Claudio

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Pode. E o Adolfo Sachsida tem um argumento simples e bem convincente a respeito. Se você já estudou relações de preferência lá no início da cadeira de Microeconomia, não terá dificuldades em entender o óbvio ululante.

Chamo a atenção do aluno que vem sempre a este blog: este é um exemplo simples e elegante de aplicação de conceitos básicos de Economia a um problema prático. Se você não consegue fazer isto, ainda não está preparado o suficiente para o mercado de trabalho (aquele no qual, digamos, está a sua “prática”).

Leitura fortemente recomendada.

Claudio

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Não leu este blog ontem? Então perdeu o novo “e-book” promovido por este blogueiro e que pode ser obtido sem o pagamento de um único tostão para seus autores.

Alguns co-autores já fizeram a divulgação. Um deles, o Philipe, pode ser usado como link de referência, mas você encontra mais por aí.

Há lá três Ph.D.s em economia e um monte de alunos economistas de coração (não somos fascistas: não é necessário ter um número em um sindicato mussoliniano-varguista para ser chamado de economista).

Claudio

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Elogios de um acadêmico de Direito.

Claudio
p.s. se o seu firewall bloquear, peça liberação.

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A choradeira da década foi o místico “neo-liberalismo” (ou “neoliberalismo”). Inventaram até que o “Consenso de Washington” fôra uma reunião maligna e culparam, obviamente, Washington.

Aí chegam os anos 90, digo, o final deles, descobre-se que ouro de Cuba veio para as guerrilhas brasileiras nos anos 70, o muro de Berlin caiu, e, mesmo assim, a choradeira continuou.

Pois agora existe, no Brasil, um claro movimento que mineiro chama de “comer pelas beiradas” na qual, em conta-gotas, a administração da Silva reestatiza o que puder. A bola da vez é o etanol.

Acho legítimo um governo fazer tudo dentro da lei, como fizeram Hitler, Chávez, etc, como defendem os neo-autoritários. Sim, para eles não é só o Estado que é raquítico e, sempre, qualquer presidente pode fazer o que quiser porque…foi eleito com 50 mais 1 % dos votos.

Vá lá que haja uma questão complicada aí, mas isto, o estoque de pesquisas dos cientistas sociais, desde os anos 50 para cá, certamente pode ajudar a destrinchar a não ser que tenham passado este tempo todo fazendo pregações religiosas. Nem todos, nem todos, eu sei.

Mas o que me deixa curioso é o seguinte: por que todo jornalista morre de medo de publicar artigos críticos ao neo-socialismo (ou mesmo citar o termo) e mostra, exatamente, o comportamento oposto quando é para falar de neo-liberalismo? Melhorando mais a pergunta: você conhece algum jornalista que pensa como eu? Se sim, quanto do universo total de jornalistas ele representa? Se a resposta for a que estou pensando, como é que podem dizer que o grande capital prega o neo-liberalismo para as massas? Finalmente, por que será que este viés existe (se é que existe)?

Claudio

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Um levantamento feito em outubro pela organização não-governamental Contas Abertas mostra que, nos últimos quatro anos, os valores desembolsados pela União para investimentos em infra-estrutura na aviação foram sistematicamente inferiores ao estipulado no Orçamento. Até 2002, os recursos aplicados até superavam a dotação autorizada, mas isso ocorria, basicamente, porque o governo repassava para o exercício seguinte os restos a pagar (verba não gasta) em anos anteriores.

Agora entendo melhor o investimento nas contas públicas. O bom seria que as empresas privadas, ao invés de pagarem sindicatos para obterem subsídios, juntassem a mesma grana para financiar alguma destas consultorias privadas que checam as contas de empresas para que fizessem uma auditoria na contabilidade pública.

Ainda que a prática acima seja legal, o objetivo declarado do governo que é o de “servir ao cidadão” não está sendo cumprido como, por exemplo, hoje pensam as vítimas da TAM, lá do outro mundo.

Há um contador que conheço que adora piadas sem-graça. Uma delas consiste em perguntar ao economista se ele sabe quanto será o PIB deste ano. Quando indagado sobre o lucro da firma, ele acha ruim. De qualquer forma, quem inventou os “restos a pagar” não fui eu. E muito menos inventei as regras da contabilidade pública.

Claudio

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