I. Talibãs homossexuais?
Quando os americanos, com todo o direito, foram caçar Bin Laden, o fascínora, no Afeganistão, eu me lembro de ter lido uma hilária declaração do ditador Kadafi, aquele da Líbia, que, aliás, também não curte estes talibãs. Ele disse algo como: “não passam de um bando de homossexuais que se escondem em cavernas”.
Algo assim, meio agressivo, meio irônico e, bem, é um ditador como Fidel Castro, mas eu ri à beça. “Alguns ditadores sabem, pelo menos, contar piadas”, pensei.
Mas, piada? Religiosos católicos não saem por aí jogando pedras em muçulmanos ou em judeus. Não no grau que se faz em alguns dos países de maioria muçulmana, o que é algo que deveria nos fazer pensar um pouco antes de reclamar do Bento XVI. Em miúdos: alguém aí conhece a estrutura da religião muçulmana? Sua relação com xiitas, sunitas e etc? Alguém já parou para pensar que a maior parte dos libaneses emigrados para o Brasil era de católicos (já me disseram isto uma vez)?
Bem, isto tudo para dizer que realmente eu começo a achar que Kadafi tem razão. Além de fascínoras, alguns muçulmanos também são bem esquisitões quando se trata de mulheres.
No Brasil, eu entendo, há uma boa parte de gente que acha que a Miss Brasil nunca pode perder e tem uma ponta de inveja quando qualquer outra mulher ganha. Mas é uma reação normal, quando não exagerada. Nem os católicos mais radicais (esta tal de “direita” que alguns blogueiros – e, também, alguns jornalistas – enxerga embaixo do sofá) fazem um protesto como este hoje em dia. Por que? Porque as pessoas aprenderam a ser mais tolerantes.
II. Intolerância Religiosa e Instituições: alguns pensamentos irresponsavelmente soltos
É verdade que ainda há intolerância no Brasil, com gente endeusando assassinos como Lamarca e condenando assassinos como muitos torturadores do antigo DOPS. Mas nada se compara à falta de tolerância de certas multidões muçulmanas.
Episódios como este são educativos: paz no mundo? Com estes caras? Como é que faremos? Teremos que criar um “apartheid” (que é a expressão máxima, para mim, da utopia do politicamente correto)? Ou estas religiões, aos poucos, vão se tornar menos radicais?
Mais ainda, e agora pensando em Max Weber e em todos meus amigos não-católicos e/ou ateus: será que a estrutura hierárquica de certas religiões como o catolicismo e o islamismo (será que, incorretamente, chamei muçulmano de islâmico? Já peço desculpas pelo engano..) com suas interpretações de textos sagrados (semi)unificadas é que gera tantas dificuldades ao aumento da tolerância?
Ah, claro, há um viés. Eu só tenho amigos assim, mas de nível superior (conheci quase todos na universidade). Será que o que estou falando vale para tudo?
III. Economia, Religião e tudo o mais
Acho que, na verdade, estou sob influência da tal Economia da Religião. O Ari gosta deste tema e já há dois alunos, este semestre, que desejam fazer projeto de monografia sobre o tema. Não tenho certeza se ambos farão isto, mas há uma forte evidência a favor de pelo menos um deles (que já estudou isto antes e, adicionalmente, achou alguns textos novos bem interessantes).
Claudio
p.s. imagine estas mulheres em combate com os talibãs. Bastaria usar o mesmo uniforme que eles se esconderiam rapidinho.
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