Incentivos

Esta me veio pelo boletim do IL-RJ.

Maryland lawmakers issued a tough warning to teenagers yesterday: no school, no car keys.

The House of Delegates approved a bill that would deny driver’s licenses to students with 10 or more unexcused absences in the previous calendar year. A similar measure passed the Senate Judiciary Committee late yesterday, and it appears to have wide support in the full chamber.

The bill would require school districts to report each case of truancy to the Motor Vehicle Administration, and the student would have to present an attendance record to the state to get a permit.

Lawmakers removed a provision that would suspend the privileges of students who have a license and are truant. Maryland does not require students to continue school after age 16, and lawmakers were concerned that denying them licenses for absenteeism might have the unintended effect of encouraging them to drop out.

“It’s a first step, but this does give us a tool to use to combat truancy,” Del. Gerron S. Levi (D-Prince George’s), the bill’s House sponsor, said after yesterday’s 133 to 1 vote.

Imagine os políticos de Belo Horizonte, ou mesmo de Minas Gerais, quiçá do Brasil, diante de um projeto destes. A julgar pelos relatos e boatos sobre filhos de políticos (e membros do Judiciário) que fazem pilhéria da lei na selva brasileira, uma lei como esta somente seria aprovada se: (a) o filho do idiota do eleitor fosse o único sujeito a mesma ou (b) para todos, mas com milhares de artigos que convidam ao protelamento das votações porque…sabe como é, há muito o que fazer ainda…

Bom, agora a outra crítica: onde está o cálculo de custo-benefício mostrando a estimativa de queda de número de malandros com esta medida?

De qualquer forma, é uma medida interessante. A ser debatida.

Claudio

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Corte o whiskey (deles) e mantenha o meu :)

Há, no entanto, outras cidades da Grande São Paulo que adotaram a “lei seca” e, mais importante, outras tantas que não adotaram. Comparando a dinâmica da taxa de homicídio entre cidades que adotaram e que não adotaram a “lei seca”, Ciro Biderman, Alexandre Schneider e eu contornamos os problemas descritos e chegamos a um número menor, mas ainda impressionante: a “lei seca” causa uma queda de 15% nos homicídios. Ora, se a conclusão é a mesma, a discussão não é meramente acadêmica? Não, porque, além de ter certeza, é importante saber a magnitude da queda. Se é de 68%, então temos uma panacéia: fechar os bares e – por que não, por extensão? – ilegalizar o consumo de álcool. Assim, no mínimo 68% do problema estaria resolvido. Fácil, não? Aí, adotamos a lei e alguma outra coisa que aumenta os homicídios ocorre simultaneamente. Se o efeito é de somente 15%, essa força contrária pode muito bem anular o benefício da “lei seca”. Desapontamo-nos e voltamos atrás. Resultado: por imaginar que tínhamos a solução mágica, deixamos de colocar em prática uma política pública que funcionaria.

Este é só um trecho. Mas vale a leitura toda.

Claudio

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Filão para brasileiros

Você que já conversou com empresários brasileiros sabe que os mesmos estão, na maioria das vezes, presos a uma relação “rent-seeking” com o governo “dezte país”. Trata-se de um campo de pesquisa muito pouco explorado (até onde eu, ignorante Claudio, sei) entre economistas. Acho que tem aluno com medo de não conseguir emprego ou pesquisador com medo de não ganhar verbas para alguma pesquisa (ou para ajudar na compra de sua casa em um seguro condomínio fechado, longe do “social”…).

As análises que eu vejo de outros cientistas sociais nem sempre apresentam algum tipo de verificação empírica das hipóteses que são propostas. Pesquisadores da área de administração também não parecem interessados em trabalhar sobre o tema (e eu desconfio que tem a ver com o comportamento “rent-seeker” que o Selva apontou, em diversos artigos, para a área de Economia: há algo similar entre os acadêmicos de administração).

Mas nem todo pesquisador foge da briga. Nestas minhas viagens aleatórias pelos blogs, encontrei estas bases de dados (ver “post” abaixo) e, principalmente, um pesquisador que não fugiu ao desafio científico de testar estas relações entre o governo paternalista e seus eternos empresários apadrinhados. É irônico, mas isto me dá um novo significado para o termo “economia dependente”.

Claudio

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Novas bases de dados

Dados os últimos “posts”, os alunos de economia (graduação, mestrado ou doutorado) que, por acaso, passarem por aqui encontrarão mais duas novas bases de dados institucionais.

A coluna fixa à direita já é, basicamente, uma referência para sua pesquisa. Confira que tem muita coisa boa.

Claudio

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Does OPEC matter? An econometric analysis of oil prices

In this paper, we assess claims that Opec’s ability to influence real oil prices has diminished and that the negative relation between real oil prices and Opec production represents a backward bending supply curve. To do so, we estimate an equation for real oil prices from quarterly data, 1986:III through 2000:III. The results indicate that there is a statistically significant relation among real oil prices, Opec capacity utilization, Opec quotas, the degree to which Opec exceeds these production quotas, and OECD stocks of crude oil. Further analysis indicates that these variables ‘Granger cause’ real oil prices but real oil prices do not ‘Granger cause’ Opec capacity utilization, Opec production quotas, the degree to which they exceed those production quotas, and oil stocks in OECD nations. These results indicate that Opec plays an important role in determining real oil prices. The analysis of causal order indicates that the negative relation between price and production is part of the cointegrating relation for oil prices, not oil production. This implies that the previous models cannot be used to test competing models for Opec production behavior. The effect of OECD oil stocks on real oil prices indicates that the private savings associated with recent reductions in inventories may be less than the social costs associated with higher oil prices. As such, there may be an important externality in private decisions regarding optimal crude oil stocks.

O artigo está aqui.

Claudio
p.s. Sim, você poderia ter sido o autor desta idéia, caro aluno. De qualquer forma, agora já foi. Mas dê uma conferida.

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A desonra de alguém na UFPE

Lembra daquela história absurda (não me lembro de outro adjetivo mais adequado) sobre o vestibular da UFPE? Pois é, depois da denúncia do Reinaldo Azevedo (sem qualquer repercussão significativa na blogosfera dita “não-liberal”), determinou-se pela anulação das questões.

Quem fez o “download” pode guardar estas provas para os incríveis debates que teremos entre os candidatos nas eleições de 2010.

Para mim, alguém na UFPE perdeu o senso do ridículo. Ou alguns perderam. Sei lá. Só sei que, lamentavelmente, os responsáveis pelas questões não nos foram apresentados. Por mim, haveria uma CPI sobre isto. Trata-se de “estupro intelectual” o que, na minha opinião, é um crime muito, mas muito hediondo.

Claudio

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