Oferta (supply-siders…) x Demanda (keynesians…) Janeiro 28, 2007
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Uma versão algo parecida com o título acima pode ser vista aqui:
Se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) der certo e a economia alcançar taxas de expansão na casa dos 5%, o País corre o risco de um novo apagão. É o que informa um relatório confidencial da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, ao qual o Estado teve acesso.
O documento, que circulou quando o PAC estava em preparação, diz que um crescimento de 4% entre 2007 e 2010 só será sustentável se todas as usinas hidrelétricas programadas para entrar em funcionamento no período ficarem prontas no prazo e não houver problemas no abastecimento de gás natural para as térmicas. Caso contrário, o consumo de energia ficará acima dos níveis considerados seguros para o fornecimento, que embutem uma margem de segurança de 5% na capacidade das usinas.
Não é exatamente isto, mas vale o título de “oferta” versus “demanda”. Claro, não vi também como a carga tributária diminuirá neste tal PAC, o que agradaria um bom e velho “supply-sider”.
A oferta, a infra-estrutura, o custo-brasil, estes, pelo visto, continuam a demandar medidas dos ofertadores de políticas públicas no governo LLUULLAA.
Claudio
Toilet… Janeiro 28, 2007
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The first thing different about Hokkaido toilets is their location in the house — in the genkan! Yep.
When you walk into someone’s house here, there is sure to be a door to the toilet right there in the entryway, before you have a chance to even step into the house. “Ojama shimasu! Toire onegai shimasu!” (I’m here, may I use your toilet?) No, it’s not for the casual passerby who needs to use the toilet. It’s for a different reason, which I will explain in a moment.
The genkan, which I had always thought of as a formal place to receive guests, with an ikebana flower arrangement and perhaps a seasonal painting in the entryway, I now think of differently.
Uma vez David Friedman escreveu um artigo sobre a estrutura das casas em algum destes países escandinavos. Eu imagino se não há outra explicação, econômica, para o caso acima, que não a do autor do artigo (leia tudo para ver qual é a conclusão dele).
Claudio
O maravilhoso carnaval paulistano Janeiro 28, 2007
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Todo mundo sabe que adoro São Paulo e também que não curto o carnaval. Mas não consigo imaginar como a proposta do prefeito pode vingar. Aliás, fico a imaginar como seria a parceria: paulistas enviam turistas, cariocas fazem o carnaval. Por que se for o contrário, creio, David Ricardo baterá forte na tampa do caixão.
Claudio
p.s. Sim, o carnaval de Minas é uma piada maior ainda.
Engenharia Social (Y/L= F(K/L)) Janeiro 28, 2007
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“O número de mulheres entre 15 e 50 anos é fixo. O número de máquinas de produzir bebês é fixo, então, tudo o que podemos pedir é que elas façam o melhor por cabeça”, disse no sábado o ministro Hakuo Yanagisawa.
Mais tarde, ele se desculpou em declaração à agência de notícias Kyodo, dizendo que sua linguagem foi “muito grosseira”.
Parece aqueles nacional-desenvolvimentistas que dizem, no Brasil, o oposto: que a solução está em botar alguma coisa na água que os pobres bebem para que não tenham mais filhos.
Tudo é, sempre, questão de industrialização apenas. Ou de calibrar as variáveis. Queimou o filme, heim Yanagisawa-san?
Claudio
Public Choice Outreach Seminar - 1998 (Find me!) Janeiro 27, 2007
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A capela bolivariana Janeiro 27, 2007
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Fonte: Rantings of a Sandmonkey.
Em breve, se deixarem, redecoram o teto daquela capela/igreja estranha do Niemeyer em Brasília.
Claudio
A Justiça divina tarda, mas não falha Janeiro 27, 2007
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Está preso na 9ª Delegacia de Polícia de Barbacena, região Central de Minas Gerais, o padre Bonifácio Buzzi, de 46 anos. Ele estava foragido da Justiça.
O padre foi condenado a seis anos de prisão em janeiro de 2004 por abuso sexual de um garoto de 10 anos de idade, em Mariana, onde exercia a função de pároco. No momento da prisão, feita por policiais militares anteontem, o padre havia terminado de celebrar missa num asilo de idosos em Barbacena.
Poderíamos dizer que Deus guiou as ações da PM, não?
Claudio
Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai Janeiro 27, 2007
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Deu lá no Estadão sobre LLUULLAA em Davos:
Na primeira aparição de ontem, Lula fez um discurso de quase 20 minutos e respondeu a perguntas do diretor e fundador do Fórum, Klaus Schwab, e do público. Menos de metade do auditório estava ocupada. Em 2003, quando era uma novidade, havia gente em pé. No discurso ele enumerou realizações do primeiro mandato, falou sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e usou uma porção de vezes a expressão “nunca antes no Brasil” e outras equivalentes. [itálicos meus]
Não se pode enganar a todos por muito tempo.
Claudio
O tímido, o sexo selvagem e o motoboy Janeiro 27, 2007
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Em Bragança Paulista, os tímidos não precisam mais se preocupar: a entrega é a domicílio.
A primeira vez que vi um destes, estava em Ribeirão Preto. Nunca achei o link.
Bom, a única pergunta que fica é: o motoboy frequenta o boteco mais popular da cidade? Sério, porque a credibilidade de um serviço destes está aí. He, he, he.
Claudio
Franco, como sempre, genial Janeiro 26, 2007
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Com efeito, são muitos os alunos (as) que escrevem relatando “atrocidades” cometidas por professores de escolas “alternativas”. É preciso fazer alguma coisa para socorrer essas vítimas inocentes da incapacidade do sistema universitário brasileiro de filtrar seus professores conforme critérios objetivos de qualidade.
O caso é tela, conforme o relato da vítima, consiste no seguinte: o(a) professor(a) (vamos deixar tão impessoal quanto possível a fim de evitar represálias, sempre violentas quando as identidades são reveladas) ensina a seus alunos que a hiperinflação brasileira “era apenas inercial”, e que nada tinha que ver com a crise nas finanças públicas, que até a falecida velhinha de Taubaté sabia existir. Em apoio a esta tese amalucada, raciocinando por absurdo, o(a) professor(a) formula a seguinte hipótese: se o combate ao déficit público fracassou, como demonstrado pelo “Pacote 51” (que é de 1997!) e que só as medidas ditas de “desindexação”, como a URV, efetivamente funcionaram, então, diz o(a) professor(a), o Plano Real não poderia ter dado certo, a menos que a hiperinflação fosse “puramente inercial”.
Esta pérola de charlatanismo econômico apenas exemplifica um fenômeno sobre o qual é preciso refletir, a saber, o fato da plana e rasa incompetência profissional ocultar-se sob um manto ideológico, querendo com isso ganhar a legitimidade que sempre deve (?) ser dada “à visão alternativa”. Isto até pode fazer sentido na imprensa, onde “ouvir o outro lado” é uma norma constitucional que garante a sobrevivência de várias espécies em extinção. Graças a esta abertura, muitos “acadêmicos” de reputação para lá de sofrível estão toda hora opinando sobre tudo o que se passa, por que sempre é necessário “ouvir o outro lado”. Existem muitos “profissionais” em ser “o outro lado”, o do contra, como existem “os suspeitos de sempre”.
Leia tudo.
Claudio
PAC e a realidade (além da blogosfera e do jornalismo rasteiro) Janeiro 26, 2007
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Desde os anos 60 do século passado a atividade de planejamento governamental encontra-se em um beco sem saída, seja no âmbito acadêmico, seja nas inúmeras tentativas de implementar pacotes de políticas públicas, em variadas economias nacionais. O Brasil não é exceção. A era dos Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND), durante os governos militares, foi uma prática mais acadêmica do que de geração efetiva de resultados ou disseminação de uma cultura de planejamento na Administração Pública. Na seqüência do Plano Cruzado, ocorreu mais um fracassado esforço de planejar o crescimento econômico, e durante o Governo anterior as discussões em torno do “Avança Brasil” foram rapidamente deixadas de lado. Agora, surge o PAC, “Programa de Aceleração do Crescimento: 2007-2010”, com propósito análogo a essas tentativas: acionar um esforço de planejamento que possa induzir a que agentes privados atuem na intensidade desejada. A cola que liga tudo isso é, outra vez, o crescimento do PIB ou, na metáfora usada no PAC, “romper barreiras e superar limites”.
Leia o resto aqui (a blogosfera está cheia de opiniões ingênuas sobre o PAC…).
Claudio
A aula que Krugman não assistiu - II Janeiro 25, 2007
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Little Friedrich & Uncle Sam Janeiro 25, 2007
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E assim canta Ben Parizek:
Little Friedrich & Uncle Sam
Take 3
When I was a kid I had a few questions
Like how to walk and how to kick
Was I conceived in liberty?
What’s the use of knowledge in society?
At first I queried then I poked
Amazed and leary, brimmed and stoked
Then Uncle Sam took my hand
And said, “You’re looking stellar you mild Fabian.”
While he justified his grip
I pulled away and ran from him
To the Privatseminar and on
To some coffee house, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings
I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.
I gasped aloud yet Sam grabbed my arm
And insisted that I don’t be alarmed
He said there could be competition
He said he calculated with precision
“There’s no taxis in these galaxies
The wind carries us quite happily,”
I said, “No Sam, competition is a discovery procedure!”
He did not understand, of course
I tried to explain, however, verbose
The double negative, after all
Has yet to be banned by federal law.
With a firm hand on my shoulder
Sam showed me his campaign hats and price controls
He offered to subsidize my thoughts
As I pulled a way again, he looked shocked
I want order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.
I ran, I fled his crooked stare
Until I stumbled upon Ms. Lacy Faire
As fine a form as one need see
To be free to choose, and choose to be free
Lacy and I chose to get together
With a few good ideas and a few good friends.
Amongst us all and amongst us some
She’s who embraces our decisions.
As Sam carried on down the road to serfdom
I found myself in Switzerland
Between the firm, the market and the law
On the shores of Lake Geneva, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings
I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me
Nov, 2006
Claudio
Little Friedrich & Uncle Sam Janeiro 25, 2007
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E assim canta Ben Parizek:
Little Friedrich & Uncle Sam
Take 3
When I was a kid I had a few questions
Like how to walk and how to kick
Was I conceived in liberty?
What’s the use of knowledge in society?
At first I queried then I poked
Amazed and leary, brimmed and stoked
Then Uncle Sam took my hand
And said, “You’re looking stellar you mild Fabian.”
While he justified his grip
I pulled away and ran from him
To the Privatseminar and on
To some coffee house, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings
I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.
I gasped aloud yet Sam grabbed my arm
And insisted that I don’t be alarmed
He said there could be competition
He said he calculated with precision
“There’s no taxis in these galaxies
The wind carries us quite happily,”
I said, “No Sam, competition is a discovery procedure!”
He did not understand, of course
I tried to explain, however, verbose
The double negative, after all
Has yet to be banned by federal law.
With a firm hand on my shoulder
Sam showed me his campaign hats and price controls
He offered to subsidize my thoughts
As I pulled a way again, he looked shocked
I want order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.
I ran, I fled his crooked stare
Until I stumbled upon Ms. Lacy Faire
As fine a form as one need see
To be free to choose, and choose to be free
Lacy and I chose to get together
With a few good ideas and a few good friends.
Amongst us all and amongst us some
She’s who embraces our decisions.
As Sam carried on down the road to serfdom
I found myself in Switzerland
Between the firm, the market and the law
On the shores of Lake Geneva, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings
I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me
Nov, 2006
Claudio
Por que as ONGs deveriam obrigar a Índia a não se urbanizar? Janeiro 25, 2007
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Today, there are more than 4,000 gaushalas – a haven for sick, abused, or abandoned cattle – throughout the country. Federal law has long recognized the need to support the animals that Hindu scriptures refer to as the “most efficacious cleansers of all.” But now, as rural lands vanish, cities burgeon, and quality of life indicators spike for millions of people across the subcontinent, the fate of India’s cows has become uncertain.
Mas….por que preservá-las?
There are also practical reasons to value cows, he added. They have long provided people with labor as well as many daily necessities: milk, curd, and butter for nutrition, and dung and urine for fuel and fertilizer. Because they generated so much from eating only grass, cows became valuable economic commodities.
They remain so today. In 2001, India’s cows produced an estimated 93 tons of milk, more than any other country in the world and about three times as much as US dairies reported, according to New Delhi’s Department of Animal Husbandry, Dairying, and Fisheries.
E por que as ONGs deveriam se preocupar?
Whether farmers keep it for their families or sell it at market prices, dairy is important to a country where more than two-thirds of the population still dwells in rural areas. That’s why Indian animal rights groups are advocating veganism. Only when humans stop relying on the commodities cows produce, say activists like Mr. Bafna and Ms. Sawhney, will there be an incentive to control the population.
Em resumo: mais vacas, menos pessoas. O próximo passo é pedir para mudarem o PIB per capita para PIB per vaca.
Bovinamente, digo, lentamente, a urbanização muda as prioridades. Schumpeter diria algo como: mudou, dançou. Nestas horas, o custo de oportunidade de alguns sobe muito e o perigo é que os burocratas se aliem com pregadores do atraso.
Difícil decisão. Mas, como sempre dizem, nenhuma cultura é estática. Ela muda mesmo. Não tem jeito.
Claudio
Fãs aliviados Janeiro 25, 2007
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Meloni, Hargitay back in next season.
Lei e Ordem. Coisas que desconhecemos, exceto quando estamos do lado dos rent-seekers…
Claudio
PAC Janeiro 24, 2007
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Q: Quais serão os impactos do PAC na economia brasileira?
R: Dou minha vida se alguém me responder isto com fundamentação científica.
Q: E sem a fundamentação?
R: É barato, quase de graça. Abra os jornais (ou visite alguns blogs).
Claudio
O suicídio Janeiro 24, 2007
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“A meta de superávits primários de 3% (do PIB) de 2001 a 2004, contida na última LDO, é exagerada e suicida para uma economia que precisa de investimentos. (Valor Econômico, 10/05/2001)”. [Giambiagi, F. "Rompendo com a ruptura: o governo Lula, in: Economia Brasileira Contemporânea, Campus, 2005, p.198]
Quem disse isto? Bom, abra o livro ou descubra aqui.
Suicida?
Claudio