Repete comigo: lucro. Doeu?
claudio
♦ agosto 31, 2006
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Quem sai da faculdade hoje com uma boa idéia na cabeça e pensando em tornar-se um empreendedor, formar sua empresa e fazer fortuna pode começar a se desiludir ouvindo conselhos já clássicos: no Brasil o caminho mais seguro para uma vida sem sobressaltos sempre foi um emprego público, ou talvez um bom casamento. Outro, mais arriscado, é um empreendimento apoiado pelo governo. Mas, como essas prebendas não existem mais em quantidade suficiente, o nosso jovem empreendedor, ao insistir nessa vocação, terá de enfrentar um ambiente hostil, impostos e juros elevados, competidores na informalidade e falta de apoio até no plano subjetivo: que valor se dá ao empreendedor no Brasil? Ele é a chave do progresso, mas parece pairar sobre ele, por causa de velhas concepções, uma névoa de desconfiança, como se ganhar dinheiro criando empresas fosse “privatizar” indevidamente o progresso, função supostamente precípua do Estado.
Sérgio Lewin, presidente do IL-RS, outro dia, contou a seguinte fábula. Ovos e bacon são obtidos pela sociedade entre a galinha e o porco. A galinha põe os ovos e o porco corta na própria carne. O porco, sem conotação pejorativa (que alguns adorariam na porta do sindicato), é o empresário, o que corta na própria carne. Seja empresário e saberá o que é correr riscos, creio, é um dos vários temas para discussão que surgem desta fábula.
Fala comigo, leitor: “lucro”. Dói tanto assim? Você sente náusea? Fica enjoado? Tenta de novo. Se se sentir mal, pense no que dizem os políticos. E depois tente formar seu próprio pensamento sobre o tema.
Dói muito ouvir que o empresário não é sempre o vilão da história, né? E também dói ouvir que o trabalhador pode ser um culpado. Ou uma vítima, não do porco, mas do governo. Dói, né? Mas, veja só, pode ser que você esteja errado. De qualquer forma, leia o texto.
Claudio
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Lucro é pecado. Mercator ergo peccator, dizia um dos santos “filósofos” da igreja. A praga pegou por aqui. Lucro é roubo. E roubo verdadeiro, furto, coisa de larápio, é perdoado. “Todo mundo faz”…
A galinha deve ser a pátria que sacrifica seus próprios filhos.