New Journal!!!

Dia desses acho que conversei com Shikida sobre este novo Journal que está sendo preparado pela Associação Brasileira de Ciência Política, reativada recentemente. Aguardo ansiosamente a chance de ler bons trabalhos escritos por brasileiros nesta àrea, tal qual aqueles que temos acesso nos Journals americanos (sem falar dos papers apresentados no congresso da American Political Science Association, por exemplo, cheios de econometria etc.). Ah, vale dizer que esse processo já pode ser observado na DADOS.

Um exemplo interessante é:

Teoria Informacional e a Seleção de Relatores na Câmara dos Deputados
Fabiano Santos e Acir Almeida

ARI

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Discriminação?

A polêmica, discreta, é verdade, do final de semana foi a da suposta mudança na lei iraniana, que obrigaria judeus e cristãos a usarem roupas diferentes das do resto da população.

Há muito pouca informação sobre isto, mas talvez seja para não se preocupar tanto. Aparentemente, não existe tal mudança na lei. Tudo bem que as mulheres muçulmanas tenham de se vestir conforme os códigos muçulmanos. Esta “liberdade” não é válida para judeus e cristãos. Por outro lado, veja só isto:

There are, however, certain military and medical jobs they are barred from and there are occasional scares for the 25,000-member Jewish community which has expressed its fears about President Mahmoud Ahmadinejad’s denial of the Holocaust.

Discriminar ou não discriminar raças, eis a questão para o presidente do Irã. Uma notícia alternativa sobre o tema está aqui.

Pergunta: é do interesse de um empresário discriminar pessoas por raça? Se um trabalhador cristão produz mais véus do que um muçulmano, o empresário muçulmano terá maior lucro se desrespeitar a lei religiosa? Por que?

Claudio

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A economia política das ONGs

Eis aí um grave exemplo.

“Uma ONG formada pelas principais lideranças petistas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atuou sem contrato dentro de uma negociação milionária de publicidade na Prefeitura de São José dos Campos, administrada na época pela petista Angela Guadagnin (1993-1996). Servidores públicos foram usados para realizar parte do serviço pelo qual a prefeitura pagava.

A lista dos membros dessa associação, a Rede de Comunicação dos Trabalhadores, tem, além de Lula, outros 52 nomes como Paulo Okamotto (presidente do Sebrae), Delúbio Soares (ex-tesoureiro petista), Gilberto Carvalho (chefe-de-gabinete de Lula), Ricardo Berzoini (presidente do PT) e Luiz Marinho (ministro do Trabalho).

A associação foi fundada em 13 de maio de 1989 e, segundo registros oficiais, continua ativa. O estatuto foi formulado pelo advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula.

O contrato de publicidade em que a RCT atuou, entre 1995 e 1996, foi vencido pela agência de publicidade Contexto, do empresário Sant’Clair de Vasconcelos, com orçamento inicial de R$ 5,9 milhões, mas incrementado até R$ 8,9 milhões por meio de aditamentos, ou R$ 22,2 milhões em valores atualizados pelo IGP-M. Não há registro de qual foi a parte da ONG nesse bolo.

O contrato impedia a Contexto de fazer associações, subcontratações ou transferência de parte do serviço, sob pena de rescisão. A participação da TV dos Trabalhadores (nome fantasia da RCT) se deu de maneira extra-oficial, como ela própria informou à Justiça numa ação trabalhista movida pela radialista Márcia Gastaldi da Cunha, funcionária do município, mas que também prestava serviços à associação.

Delúbio, Berzoini, o atual ocupante da Granja do Torto…esta história não terá final feliz. Obviamente, o problema principal é que não há, no Brasil, a tradição de ONGs não dependerem de recursos públicos. Este, para mim, é o maior problema.

Perguntas: Quantas ONGs existem no Brasil? Qual o percentual de recursos públicos injetados nelas? Qual o critério para se financiar, com recursos públicos, uma ONG? Quem fiscaliza as ONGs?

Claudio

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Chafurdando nos alfarrábios do distante século XVIII

Quando uma companhia de comerciantes empreende, com seus próprios riscos e despesas, a criação de um novo comércio com alguma nação distante e bárbara, pode ser razoável transformá-la em companhia por ações e outorgar-lhe, em caso de êxito, um monopólio de comércio durante determinado número de anos. É o caminho mais seguro e natural para o Estado recompensá-la por aventurar-se em uma experiência perigosa e dispendiosa, da qual o público posteriormente colherá os benefícios. [Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro Quinto, cap.1. Nova Cultural, 1988, p.48]

Lembra do exemplo moderno, de livro-texto, no seu primeiro semestre da faculdade? Refiro-me, mais especificamente, ao exemplo das patentes e do monopólio usado no livro-texto de Mankiw.

Pois bem, eis a origem do exemplo: uma bela reflexão de Adam Smith sobre as companhias privilegiadas da era das colonizações. Repare que não se trata de fornecer uma “reserva de mercado” para alguém descobrir algo. Trata-se de, uma vez descoberto, ter-se a perspectiva temporária de usufruto dos benefícios. Exatamente como no exemplo da descoberta de uma vacina ou um invento e o tempo ótimo das patentes.

Adam Smith não era fácil não.

Claudio

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A doutrina bolivariana, segundo Chavez

Se eu tivesse um amigo (ou conhecido) que vive a dizer boas coisas de Hugo Chavez, Fidel Castro e outros ditadores, eu lhe mostraria isto. Se ele elogiar, já sei o que ele pensa da democracia.

Claudio
p.s. eu disse ontem que ideologia era uma barreira à entrada na academia. Este, agora, é um exemplo de que ideologia influi no desenvolvimento econômico.

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