Por que a Espanha não reagiu – V

Espanha cobra compensação da Bolívia por desapropriação
de ações; Morales responde que “não há o que indenizar”

13h17 – Em resposta a exigências do governo espanhol, o presidente boliviano, Evo Morales, afirmou nesta terça-feira que não haverá nenhum tipo de indenização por conta do decreto assinado na segunda-feira que expropria as ações de empresas de petróleo e gás que estão sobre o controle de fundos de pensão do país. A medida obriga o banco espanhol BBVA e a seguradora suíça Zurich Financial, que administram dois fundos de pensão na Bolívia, a repassar para a estatal YPBF as ações que estão sob seu controle. “Se estamos falando de tomar uma parte dos ativos de uma instituição financeira sem existir nenhuma compensação, obviamente isso é inaceitável”, declarou nesta terça-feira o ministro da economia da Espanha, Pedros Solbes. “Não há o que indenizar”, respondeu Morales. Ele diz que o decreto apenas transfere para o controle do Estado recursos de trabalhadores que estavam sendo administrados por empresas privadas.

Não? Eis aí a reação. Direto da Primeira Leitura.

Claudio

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Os incríveis franceses

Jovens franceses reagiram fortemente à lei que daria maisflexibilidade ao mercado de trabalho e que prometia reduzir o desemprego que os atinge em mais de 20%. Que relação tal comportamento tem com a lenta decadência que a França vem vivendo há mais de duas décadas? O capital herdado pela França de hoje — além de setores capitalistas modernos da economia, um capital histórico e natural que rende os ganhos advindos do turismo – permite que o francês mantenha um padrão de vida alto, mas não o convida a trabalhar duro para preservar o capital que, assim, vai sendo consumido. E ele reage às mudanças para manter as aparências. O francês vem se agarrando ao passado, com medo de encarar as reformas necessárias para crescer num mundo que vive profundas transformações e onde a competitividade de todas as economias desenvolvidas é permanentemente desafiada pelo crescimento acelerado de muitos países emergentes.

Leia o resto.

Claudio

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PCC

Veja só esta, lobby de bandidos:

O Primeiro Comando da Capital (PCC) quer eleger em outubro um deputado federal e outro estadual para defender seus interesses no Poder Legislativo. A facção vem investindo na campanha os R$ 700 mil arrecadados por mês com os “integrantes financeiramente estruturados”. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) tenta identificar os possíveis candidatos.

O PCC ampliou seus negócios e, atualmente, empresta dinheiro para quadrilhas e cobra com juros e correção monetária. Nas prisões, a facção conta com pelo menos 130 mil homens, além de um exército de 10 mil “soldados” nas ruas. Considerando que cada detento tem pelo menos três parentes, o número de familiares chega a 390 mil, o suficiente para eleger parlamentares.

Também chamado de Partido do Crime, o PCC já é visto por deputados federais como uma organização comunista, com várias células, uma tesouraria descentralizada e um comando central forte e com poder de decisão. Os parlamentares receberam da polícia informações sobre outra estratégia da facção: recrutar no exterior especialistas em explosivos e manuseio de fuzis para treinar seus soldados.

Para ter idéia da estrutura do grupo, o caixa da facção financiou, em abril de 2005, uma passeata de 8 mil mulheres e parentes de presos. Foram fretados centenas de ônibus em capital, Grande São Paulo, litoral e interior. Com carro de som, faixas e camisetas, os manifestantes se reuniram na frente da SAP para reivindicar melhorias nas prisões. Segundo o Poder Judiciário, até o Movimento dos Sem-Terra (MST) ajudou o PCC a organizar o protesto.

Foram ensinar política para bandidos na cadeia, como se cadeia fosse outro “palco de ação democrática”, deu no que deu. Onde está a prometida política de segurança pública eu não sei. Mas percebo que este tema está cada vez mais decisivo nas eleições de 2006.

Claudio

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O que fazer com a receita das loterias?

Que tal usá-las para resolver o problema da Previdência? A idéia não é minha, mas de dois caras muito inteligentes. Embora a proposta seja para os EUA, pode-se pensar em algo similar para o Brasil.

Concorda?

Como sempre, este blog sai na frente!! :-)

Claudio

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“Você não precisa ser um gênio dos computadores para se dar bem nos EUA”

Assim começa o texto de Tyler Cowen e Daniel Rotschild.

Trechos:

We should not trust government to know what kind of laborers we will need 20 years from now. The ready presence of immigrant workers — including the unskilled — makes all businesses easier to start, and thus spurs American creativity.

We should not forget that immigration is good for the immigrants themselves. It often means the difference between extreme poverty and the good life.

Para reflexão: pode o Estado fornecer este “bem público”, o conhecimento sem falhas? Pode o mercado ser superior ao Estado neste caso?

Claudio

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Não foi por isso que o Leo saiu – Humor

Filho de pai boliviano e mãe brasileira, paulista de Osasco, Marcos Willians Herbas Camacho tem o primeiro grau completo, concluído na prisão, e se gaba de ter lido dezenas de bons livros.

Adivinhe quem é o sr. Marcos Camacho? Ele representa o sucesso do imigrante? Não exatamente. Por isso imigrantes ilegais nem sempre são ruins ou vice-versa…

Claudio

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