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Economics of Open Content Março 31, 2006

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Ainda não ouvi, mas o áudio da conferência está disponível aqui. Deve ser interessante…
(via boingboing.)
Leo

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Cotas Março 31, 2006

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Concordo integralmente com o post do Alex sobre cotas. Apesar da minha alma acárdia (gostaram do neologismo?) de economista ser contra as cotas, as leituras de História me deixam a favor de algum tipo de compensação.

Quando busco razões econômicas para defender as cotas, a única que resiste é a necessidade de quebrar a discriminação estatística. Bem, depois escrevo mais sobre isso…

Leo

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Teoria do Lugar Central (na Prática) Março 31, 2006

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O velho Christaller identificou a existência de uma hierarquia urbana. Nas cidades no pé da pirâmide apenas um conjunto de bens estaria disponível. As cidades um degrau acima, teriam todos os bens do nível anterior e mais um tanto só encontrados a partir desse nível.
Ontem, senti um exemplo na pele. Descobri que nem todos os escritórios da Varig são iguais. Uns, em cidades médias, só existem para fins decorativos e para emitir passagens que requeiram o mínimo de esforço. O sistema de informática é limitado e - juro - vi até máquinas de escrever. Tive que viajar para Porto Alegre para, finalmente, as 22:00 de ontem, no escritório do aeroporto, conseguir pôr as mãos na passagem para a Inglaterra. Ufa…

Leo.

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Mais um motivo para não gostar de sindicalistas Março 30, 2006

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Sindicato prepara ato de apoio a Angela Guadagnin e Lula

20h35 — O Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, está organizando um ato de apoio à deputada Angela Guadgnin (PT-SP), que foi prefeita da cidade, para terça-feira. “A intenção é dar apoio ao PT, ao presidente Lula e à deputada Angela, e combater a hipocrisia”, disse o diretor sindical Jéferson Damasceno de Souza. Durante a manifestação, a entidade vai distribuir uma carta à população com um retrospecto das administrações federal, estadual e municipal do PSDB, partido que governa o município há dez anos. A Câmara Municipal de São José aprovou uma moção de repúdio à ex-prefeita pela dança da pizza que protagonizou no plenário da Câmara dos Deputados quando da absolvição do também petista João Magno (MG) das acusações de envolvimento com o mensalão.

Direto do Primeira Leitura.

Lamentável, né?

Claudio

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O pessoal do SEBRAE deve estar chateado (para não dizer outra coisa) Março 30, 2006

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Mais humor Março 30, 2006

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Meu diplomata favorito Março 30, 2006

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Mapas Março 30, 2006

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Mapas legais

População projetada mundial em 2050

Outros mapas no link do Marginal Revolution.

Claudio

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Grã-Bretanha, França, Alemanha…todas querem o petróleo do Irã! Março 30, 2006

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Já estou esperando as famosas teorias de que “impedir o Irã de desenvolver um projeto nuclear é uma desculpa imperialista-globalizante para dominar o país e lhe tomar o petróleo“.

Por que é pouco razoável esta teoria(?)? Primeiro, se isto fosse objetivo, mais fácil seria nunca ter permitido o fim da colonização européia no Irã. Segundo, na época da Guerra Fria, ambos os blocos tinha m poder suficiente para fazer isto. Terceiro, se esta teoria(?) está correta, fica difícil porque os poderosos capitalistas imperialistas-globalizantes-malvados-e-feios não proibiram a existência da OPEP na ONU.

Eu chamo isto de “a face psicológica da doença holandesa”. Todo mundo que tem um pedaço gigante de goiabada pensa que todos querem tomar sua goiabada. O mundo quer energia, não petróleo. Daqui a pouco vão dizer que é o complexo das montadoras industriais (e militares) que desejam tomar o petróleo. Como se o carro “flex power” e todos os investimentos de anos de pesquisa em energia alternativa fossem inúteis (o que me faz pensar sobre o porquê de governos não terem banido estes cientistas do acesso a recursos).

Energia é uma coisa, neurose holandesa é outra. Claro que sempre haverá alguém querendo a sua goiabada. Mas isto não quer dizer que te impedir de jogar bola se você fez uma falta grave é uma “ponta do iceberg na grande estratégia de dominação global das goiabadas”.

Claudio

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“Jornalistas mentem”. É o que diz um deles. Março 29, 2006

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Vou citar trechos apenas. Quem se interessar pela reflexão, que siga o link. Embora haja aí um cheiro de briga pessoal, note como jornalistas se acham no direito de colocar palavras nas bocas dos outros. Incrível. E são eles que fazem as reportagens “ativistas” protestando contra, dentre outros, “a falta de ética”.

Primeiro deveriam fazer o dever de casa.

Chocante.

Claudio

Como a IstoÉ tornou-se IstoEra

Luiz Cláudio Cunha, Observatório da Imprensa (28/03/06)

CARTA AO CHEFE

Mensagem enviada pelo signatário, editor de Política da sucursal de Brasília da IstoÉ, a Carlos José Marques, diretor-editorial da IstoÉ – com cópias para Domingo Alzugaray, diretor responsável da Editora Três, e Alberto Dines, editor responsável deste Observatório. O OI procurou Marques por e-mail, às 19h43 de segunda-feira (27/3), solicitando uma manifestação sua; passadas 24 horas, não obteve resposta. De todo modo, o espaço para sua réplica está garantido. Intertítulos da Redação do OI. (L.E.)

“Jornalismo é a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.” Cláudio Abramo (1923-1987)

Marques, eu não o conheço e, certamente, V. me conhece menos ainda. Sou um devoto da palavra escrita. Minha inspiração é o bravo Churchill, meu conservador predileto, que atravessou as madrugadas de Londres iluminadas pelas bombas da Luftwaffe ditando bilhetes, lapidando discursos memoráveis e escrevendo a História que o faria ganhar a guerra. Como o velho bulldog inglês, estou com a alma angustiada pelo bombardeio da semana passada, que detonou o emprego de dois editores na sucursal, Amaury Ribeiro Jr. e Donizete Arruda e, por conseqüência, do chefe Tales Faria, demitido ao reagir com a dignidade devida à sua injustificada blitzkrieg. Sei que nem bilhete, nem discurso vão apagar este incêndio, mas silenciar agora seria admitir que V. está no caminho da vitória. “Não se ganham guerras com retiradas”, advertiu o sábio Winston ao povo inglês, ainda inebriado pelo épico milagroso de Dunquerque. A inglória e enganosa retirada de Brasília marca um atalho perigoso para a derrota. Não se abate impunemente um profissional do talento e da integridade de Tales Faria sem lançar um véu de maus presságios sobre os novos tempos. Sob o comando dele, ao longo de sete anos, a Sucursal de Brasília de ISTOÉ chegou a sete finais de Prêmio Esso – e faturou três, uma delas com o demitido Amaury. O Tales – ao contrário de V., Marques – atende com sobras aos dois paradigmas expressos pelo Cláudio Abramo para esta profissão tão marcada por bombas, retiradas, derrotas, vitórias, dignidade e vilanias.

(…)

Quero quebrar esta caixa preta e propor, com a serenidade recomendável e a prudência necessária, um debate sobre o papel que todos nós temos no empobrecimento continuado de algumas de nossas principais revistas semanais. A crise econômica, o custo do papel, a retração dos anunciantes, a concorrência da TV, o surgimento da internet e outros quesitos geralmente justificam a recorrente onda de enxugamentos nas redações de jornais e revistas, nivelando por baixo salários e profissionais. Esta é uma dura realidade, que não é nova nem parece prestes a acabar. Pelo contrário.

(…)

ISTOÉ, pelo jeito, não quer afligir mais ninguém, principalmente os poderosos. Deve ser por isso que a ISTOÉ desta semana consegue o milagre de produzir uma matéria sobre o caseiro Nildo, aquele que viu as bandalheiras da “República de Ribeirão Preto”, sem citar uma única vez o santo nome de Antonio Palocci. E discorre sobre a vergonhosa quebra de sigilo do caseiro omitindo acintosamente o nome do assessor de imprensa Marcelo Netto, um dos suspeitos de envolvimento no crime. Reclamo porque fui eu que escrevi a matéria, e nela constavam os dois nomes – Palocci e Marcelo. Meu texto foi lipoaspirado, desintoxicado dos nomes do ministro e do assessor, e assim publicado. Por isso, recusei assinar a matéria, que não refletia o que o repórter mandou de Brasília na noite de quinta-feira 23 . E nem precisaria tanto drama, porque os nomes da dupla já estavam, desde manhã cedo, nas edições da Folha de S.Paulo e do Correio Braziliense. A revista não estaria fazendo carga contra ninguém, estaria apenas sendo fiel aos fatos. Perdeu uma bela oportunidade de não ficar calada. Até porque, momentos atrás, o Palocci acaba de se demitir, por todos os motivos que tínhamos e não explicitamos.

Ainda bem que a concorrente, a VEJA, cumpriu seu dever direitinho, colocando inclusive uma foto do Marcelo ao lado de seu protegido. Até o colunista Diogo Mainardi, sob o título um tanto explícito de “Marcelo Netto, Marcelo Netto”, disse com toda a clareza: “Quem difundiu o extrato bancário do caseiro foi o assessor de imprensa de Palocci, Marcelo Netto. Desde a semana passada, todos os jornalistas sabiam disso. Marcelo Netto é jornalista. E jornalistas não denunciam jornalistas”.

Silêncios assim, inexplicáveis, é que incomodam tanta gente que, como o filósofo Millôr Fernandes, acha que jornalismo é oposição – o resto é armazém de secos e molhados. Uma revista semanal com a história de ISTOÉ não pode acabar disputando espaço no cesto de revistinhas de sala de espera de dentista. Ninguém tem o direito de malbaratar o esforço sério de tantos profissionais talentosos, ao longo de tantos anos, que ajudaram a construir o prestígio e a importância de ISTOÉ no jornalismo brasileiro.

Falo isso porque o exemplo que vem de cima é preocupante. Sua estréia na direção da revista, na edição 1894 (de 8 de fevereiro de 2006), foi bombástica: uma entrevista forte de FHC. Título da chamada na capa: “A ética do PT é roubar”. Só pra lembrar:

[Ilustração: capa da ISTOÉ]

Era uma frase candente, que até destoava um pouco do estilo medido e comedido do elegante doutor honoris causa de Cambridge, Sorbonne e quetais. Por isso, valia o quanto pesava. O PT ficou tão furibundo que anunciou processo na Justiça pela injúria publicada. Mas exatamente um mês depois (8 de março de 2006), Cláudio Humberto publica a seguinte nota em sua coluna, sempre bem informada e comentada:

08/03/2006 | 0:00

Não disse

Em sua defesa, no processo movido pelos petistas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai alegar que não pronunciou a frase “A ética do PT é roubar”. Para provar, pretende requerer a gravação da entrevista”

A dedução que se faz, a partir destes fatos, é que a bicada do tucano-rei simplesmente não existiu. Alguém no comando da revista achou por bem melhorar o que FHC diz, sempre com elegância e na maioria das vezes com propriedade. Ou seja, enxertaram uma frase, dura e agressiva, na conversa gravada de um ex-presidente da República, e tascaram o remendo na capa da revista! Em qualquer publicação séria, isso seria motivo para uma rápida apuração e inapelável demissão. Mas nada aconteceu.

Explicação possível

Podia ter sido um acidente de percurso, algo a ser relevado, travessura que não se repetiria mais. Bola pra frente! Mas eis que, quatro edições seguintes, na ISTOÉ 1898 (de 8 de março de 2006), que tinha como capa a pandemia da gripe aviária, é reservada a entrevista das páginas vermelhas ao ex-governador Anthony Garotinho, candidato dali a dez dias nas prévias do PMDB. E a gripe que deixou bicudo FHC também contaminou o coitado do Garotinho. A assessoria do ex-governador percebeu, com natural perplexidade, que o texto trazia não só respostas não dadas, mas perguntas que não haviam sido feitas, conforme os registros gravados da conversa. Vou reproduzir apenas o trecho que melhor identifica o foco da doença. É o seguinte:

1) TEXTO GRAVADO E TRANSCRITO DA CONVERSA:

ISTOÉ – Como o sr. vê a tentativa dos governistas de abortar as prévias?

Garotinho – Sem dúvida, é golpe. A prévia foi estabelecida em convenção e regulamentada pela executiva nacional. Todos participaram de tudo, inclusive os governistas. O verdadeiro motivo que os move é a vontade de entregar o partido ao PT.

2) TEXTO PUBLICADO NA REVISTA:

ISTOÉ – Líderes do PMDB intencionam ir à Justiça contra as prévias no partido. O sr. gosta dessa idéia?

Garotinho – (…) É uma tentativa de golpe, sem dúvida. A prévia foi estabelecida em convenção e regulamentada pela Executiva Nacional. Todos participaram de tudo, inclusive os governistas. Não dá para mudar as coisas assim, de uma hora para outra, como se fazia antigamente, num acerto de caciques que os índios têm de cumprir. O verdadeiro motivo que os move é a vontade de entregar o partido ao PT.

Menos mal, cara-pálida, que o Garotinho tenha deixado pra lá a travessura e evitado repetir FHC. Mas, cá pra nós, Marques, não dá para mudar as coisas assim, de uma hora para outra (…) num acerto de caciques que os índios têm de cumprir! (Sei não, mas fui tomado, agora, por uma enorme sensação de dèja vu…)

Pesquisando nos arquivos implacáveis do Google, que já não nos deixa dormir em paz, descobri que este mal insidioso grassou em outra redação, por coincidência dirigida por V. Muito antes do Garotinho, foi o garotão de Mr. Bush no Brasil, o embaixador John Danilovich, que protestou contra os graves sintomas da gripe. Pelo jeito, é pandemia mesmo! O vigilante Observatório da Imprensa publicou, no dia 17 de agosto de 2004, a seguinte matéria:

ISTOÉ DINHEIRO
Embaixada americana contesta entrevista

[do release da embaixada]

IstoÉ Dinheiro montou “entrevista” com embaixador Danilovich

A “entrevista” com o embaixador John Danilovich apresentada pela revista IstoÉ Dinheiro na edição de 11 de agosto, intitulada “10 Perguntas para John Danilovich”, foi uma montagem.

O artigo apresenta uma colagem de trechos da palestra do embaixador Danilovich no Instituto Fernando Henrique Cardoso, dia 3 de agosto, além de respostas dadas pelo embaixador a um grupo de jornalistas no mesmo evento - a “entrevista” da IstoÉ Dinheiro não menciona o fato de que o jornalista Marco Damiani fez apenas três das cinco perguntas colocadas durante aquela conversa.

A embaixada enviou à redação da IstoÉ Dinheiro a seguinte carta, que não foi publicada na edição desta semana (18 de agosto):

Brasília, 11 de agosto de 2004

Diretor de Redação, Dinheiro
Fax: 11-3611-6411
dinheiro@zaz.com.br

Gostaria de alertar os leitores sobre o fato de que sua recente “entrevista” com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, foi montada. O repórter Marco Damiani, da Istoé Dinheiro, na realidade não fez uma entrevista com o embaixador. Em vez disso, entre cinco perguntas que alguns jornalistas dirigiram ao embaixador durante o intervalo de um seminário, três foram feitas pelo repórter . Várias das “perguntas” incluídas na sua entrevista nunca foram formuladas. O repórter tirou as últimas três respostas, fora de contexto, dos comentários preparados pelo embaixador para o seminário, cujo texto pode ser encontrado na íntegra na homepage da embaixada: (http://brasilia.usembassy.gov).

Esse formato montado de “entrevista” foi desonesto e é um desserviço aos seus leitores.

Obrigado

R. Wesley Carrington, adido de Imprensa

(…)

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Liberalizar o comércio? Março 29, 2006

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A ética da Veja Março 29, 2006

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Na última Veja, há um teste de 40 perguntas éticas. Eu concordo basicamente com todas as respostas, mas uma delas é dose. É algo do tipo: “Você deve comprar um produto importado de outro país no qual existe trabalho escravo?”. A resposta da Veja é “Não”.
Besteira. Antes de tudo, eu desconheço que algum produto importado seja produzido com trabalho escravo para valer. O que se chama de trabalho escravo é trabalho-em-condições-piores-que-o-meu-país e o motivo oculto é quero-tarifa-de-importação-para-proteger-as-empresas-nacionais.
Ora, se as condições de trabalho em algum país são piores do que no seu, o melhor que você faz é comprar as mercadorias nele produzidos. Fazendo isso, você estará contribuindo para que o trabalho deixe de ser tão abundante por lá e os salários, portanto, aumentarão.

Leo (ainda sem a passagem aérea. E olha que tenho que viajar na próxima segunda).

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“Brasileiro é mais tolerante com a corrupção”. E daí? Março 28, 2006

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Vejo, cansado, mais uma das intermináveis matérias incompletas de nosso jornalismo:

O eleitor brasileiro é tolerante com a corrupção. É o que mostra pesquisa Ibope sobre o tema, divulgada nesta terça-feira. Os dados mostram que nada menos do que 69% dos eleitores admitem cometer pelo menos um tipo de ato ilícito entre 13 ilegalidades do cotidiano listadas pelo pesquisador. Pior, se tivessem oportunidade, 75% dos eleitores dizem que cometeriam ao menos um ato de corrupção entre 13 apresentados pelo instituto aos entrevistados.

Tá bom, brasileiro admite cometer um ato ilícito na vida ou em algum momento da vida. Agora, o que é um ato ilícito? Em segundo lugar, pessoas são tolerantes porque são, naturalmente, maldosas?

Primeiro, um ato lícito é definido em lei. Como disse Bastiat, em “A Lei”, a lei é a força. O escritor liberal, em sua querela com os socialistas, é um bom exemplo de como a pesquisa acima é vaga (e perigosamente favorável a uma atitude conformista com nossas dançarinas do Congresso e companheiros).

Veja como ele repudia o abuso da lei pelos seus adversários (não precisa concordar com ele, ideologicamente, cara, basta entender a lógica do argumento, algo muito mais simples):

Se desaprovamos o atual sistema de educação, os socialistas dizem que nos opomos a qualquer sistema de educação. Se desaprovamos o atual estágio em que se encontram as questões sobre religião, os socialistas concluem que não queremos nenhuma religião. Se desaprovamos o sistema de igualdade imposto pelo Estado, eles concluem que somos contra a igualdade. E assim por diante. É como se os socialistas nos acusassem de não querer que as pessoas se alimentem, porque recusamos a cultura do trigo feita pelo Estado.[BASTIAT, F. A Lei, p.34-5]

O que é um ato ilícito, leitor? Defender a escravidão, hoje, é um ato ilícito. Mas, em 1830, não era. Bastiat disse bem: a lei é a força, coerção. Poder que todos querem ter para si. Diga-se de passagem, vivo ouvindo argumentos como os do trecho acima em meu dia-a-dia. Se ignorância gerasse surdez, eu já estaria surdo há 20 anos.

Dizer que um brasileiro é “conivente” com a corrupção nos leva a perguntar porque o mesmo brasileiro não comete atos ilícitos nos EUA, quando lá reside. Será ele iluminado por algum espírito divino?

Duvido, e isto nos leva ao segundo ponto: pessoas são naturalmente coniventes com a corrupção? Muita gente no governo - e militantes dos descendentes do socialismo criticado por Bastiat - deseja, do fundo do coração, dizer isto para poder se justificar: “roubei, mas você também rouba”. Ou, pior ainda, “roubei, mas foi por uma causa nobre: o socialismo”. Bensançon, em seu livro sobre os crimes dos comunistas e nazistas (”A Infelicidade do Século”, Bertrand Editores), disse algo que deveria nos fazer pensar: O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade (…) [p.64]. Vale dizer: “matei, mas foi pela causa maior”.

Infelizmente, para este pessoal, nenhuma ciência é capaz de provar que o ser humano é conivente com a corrupção por conta de alguma evolução natural. De novo, o exemplo do brasileiro nos EUA, cumprindo regras que jamais cumpriria aqui, assombra a mente dos incautos combatentes da (hipócrita) moralidade.

Bastiat acha que o problema é a arrogância dos intelectuais. Não duvido. Mas não é preciso mostrar - pela e-nésima vez - que “wishful thinking” não é teoria. O problema são os incentivos. Até a vovó sabia disto. Dizia ela: “em Roma, como os romanos”. Pois é. Se a lei - cuja aplicação é monopólio do Estado - não pune os corruptos, porque será que a culpa deveria ser do povo?

O povo brasileiro é tão racional quanto o chinês, o boliviano ou o americano. Sob instituições de um governo que crê regular bem todos os aspectos de sua vida, o que sujeito faz? Quando o governo criou o novo Código Nacional de Trânsito, automaticamente criou vários atos ilícitos. Pune exemplarmente? Talvez somente os que possui tecnologia para arrecadar recursos. E quando o governo leva mais de dez anos para aprovar uma lei de falências, o que será que o sujeito comum pensa? Faz sentido levar quase um ano para conseguir uma empresa e alimentar seus filhos? Ou é mais fácil subornar alguém?

Bingo! Cria-se uma regulação complicada e está aberta a temporada de caça aos subornos destes idiotas do setor privado! Eis a resposta que coça a garganta do leitor há alguns minutos…

Ekelund e Tollison escreveram o maravilhoso “Politicized Economies”, sobre o mercantilismo na Europa. A lição mais importante do livro é que instituições diferentes geram incentivos diferentes e, claro, relações sociais e desenvolvimento econômico distintos. Exemplo óbvio: Coréia do Norte e do Sul. Você vai me dizer que a mesma cultura “milenar” gera tamanha disparidade no bem-estar que se observa entre as duas nações? Ou será que tem algo a ver com a forma como os políticos encaram a intervenção/regulação governamental?

Fácil de perceber? Acho que sim.

Claudio

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Eclipse solar capitalista e sem alma é “transformado” em mercadoria Março 28, 2006

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Esta é boa: Líbia facilita entrada de 7 mil turistas para ver eclipse solar. Vale dizer, até o governo líbio entende que seus recursos aumentam com a entrada de divisas estrangeiras (vá lá propor uma “Tobin Tax” pro Kadhafi, vai…).

Isto é bom ou ruim? Em termos de bem-estar total, aumenta. Agora, claro, pode ser que o governo se aproprie de toda esta renda e repasse de forma independente das preferências do eleitor mediano, o que é, sempre, um problema.

Agora, o mais engraçado é:

O Ministério de Assuntos Religiosos recomendou à população que vá às mesquitas nesta quarta para “a oração do eclipse”, correspondendo assim à crença comum entre os muçulmanos de que um eclipse do Sol é sinal de catástrofes.

Já pensou um Ministério de Assuntos Religiosos no Brasil? Fico imaginando que partido levaria a cadeira numa barganha para formar maioria. Melhor não dar idéia… :-)
Claudio

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Diga-me com quem andas… Março 28, 2006

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Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy saem. Mercadante diz que Meirelles fica

E olha que tem gente que acha que ciclo político-econômico é invenção de alguma mítica “economia burguesa”.

Só para lembrar, o ministro da Fazenda tem uma tarefa inglória: explicar o que quis dizer ao falar do “modelo burro do Ilan” (ver post logo abaixo). Eu também pediria demissão no lugar destes caras.

Claudio

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A terrível competição malvada e feia melhora a vida do consumidor mais uma vez? Março 28, 2006

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Vem empresa nova aí.

Obrigado ao “Grande Líder da Silva” pela dica em seu comentário. Em breve eu faço o link fixo.

Claudio

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Recordar é viver Março 28, 2006

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Sempre gostei deste texto. Aqui vão, novamente, o original e o resumo.

Claudio

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Aluno e professor, juntos Março 28, 2006

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O Leo, meu colega, sempre diz que eu reclamo muito de alunos. É verdade. Afinal, eles reclamam de mim também. Então, pelo princípio da diplomacia brasileira atual, em que o que vale é a reciprocidade, eu reclamo.

Piadinha, piadinha.

Agora, ao ponto sério: eu e meu ex-aluno, Rodrigo (um sujeito competente, obviamente) estamos com texto para discussão novo. Está aqui.

Permita-me ressaltar que o mérito do trabalho é basicamente dele. Eu só fiz reforçar alguns pontos. A pergunta, original, era dele (muito boa, simples, direta, correta). O esforço em aprender o instrumental foi dele. A coleta de dados foi algo que ele fez sozinho.

O resultado, para uma monografia, está muito bom. É com gente assim que vale a pena trabalhar, não é?

Claudio

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Entrevista Março 28, 2006

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Che no lixo Março 28, 2006

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Filme “Adeus, Lenin”, foi distribuído com cortes na versão DVD. Por que? Eis a pergunta que Janer Cristaldo se faz.

Claudio

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