Teoria dos Jogos

Um exemplo típico de aulas de Teoria dos Jogos – eu mesmo uso em sala – é o do terrorista que sequestra um avião que vai de Minneapolis para New York e o redireciona para Cuba.

O jogo é usado para ilustrar jogos seqüenciais. Claro, o terrorista tem uma ameaça “não-crível” que é explodir a bomba que carrega.

“Não-crível”? Bom, depende do tipo de terrorista. Recentemente tem ficado claro que há terroristas que explodem a bomba. E isto é um belo problema para a teoria que se desenvolveu no contexto da Guerra Fria.

Nada, claro, que os economistas não possam tentar explicar. Para quem tem o portal de periódicos da CAPES, talvez valha a pena ler o artigo cujo abstract segue abaixo.

Suicide-bombing as inter-generational investment
JEAN-PAUL AZAM

A simple model of terrorism is presented where the current generation is linked to the next one by some altruism, as in standard dynastic family models. Bombing today some target increases the probability of the benefit of some public good accruing to the next generation. The model is used to discuss the fact that suicide bombers, of the Hezbollah in particular, have been found by Krueger and Maleckova (2002) to come disproportionately from wealthy families, and have an above average education level. While the latter could be expected to increase the opportunity cost of investing in such a suicide, it is suggested that it probably increases also the sensitivity to the future generation’s welfare. The latter effect might offset the deterrent effect of the former

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Está na Public Choice.

Claudio

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Pílula do dia seguinte para um liberal, libertário e, “last, but not least”, libertino

O Alex, do LLL, pediu o nosso socorro para entender esta notícia.

Bom, o Leo deve aparecer com alguma hipótese, mas para mim, é mesmo um simples problema de grupos de interesse e Escolha Pública. Os políticos de Massachusetts devem ter se maravilhado com a possibilidade de ficarem famosos por terem obrigado o estado a estocar a pílula do dia seguinte (certamente idéia de algum burocrata, com a benção da indústria farmacêutica e de lobbistas preocupados com seus filhos…).

Acho, Alex, que é mais um daqueles casos em que os políticos, esquecendo – deliberadamente – que o governo pode falhar, pretendem corrigir o mercado na marra.

O resultado me parece óbvio: o aumento da demanda pela pílula, por parte do Wal-Mart, deve aumentar o preço lá na ponta, no fabricante, tornando-o mais caro. Ganham os supermercados, os políticos e os produtores e, claro, perdem os bobos eleitores que acreditam em contos de fadas.

Leo, o que você acha?

Claudio

Meus pitacos irresponsáveis:

OK, Claudio, deve ser esse mesmo mecanismo que levou à decisão judicial. Contudo, vale lembrar a pílula do dia seguinte não é moralmente neutra. Ela é controversa, especialmente nos grotões dos EUA. A (minha querida) Walmart tenta ser sempre simpático ao americano mediano e adota uma perfil conservador nas suas prateleiras. Portanto, a razão pode não ser demanda insuficiente. Olha essa notícia. Um farmacêutico já se negou a vender a pílula para uma mulher de 21 anos; agora ele trabalha no Wal-mart). Além disso, qual é o custo de manter uma cartelinha quase não perecível?
Outra pergunta é: esquecendo as questões legais, em termos de bem-estar, essa decisão é recomendável? Não sei. Eu imagino que, se estou certo, a decisão agradou a Wal-mart porque agora pode vender o produto sem parecer uma empresa libertina.

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Como se livrar da esposa muçulmana (por Janer Cristaldo) e outras

Bom humor para fazer piada com fundamentalistas..

Primeiro, o inigualável Janer:

OS TRÊS TALAQS

Aconteceu na Arábia Saudita, em 79, em uma copa de futebol. O fato foi relatado no jornal Al Medina, de Riad. Abdul Rahman El Otaibi, rico comerciante, assistia o jogo entre a equipe Ittihad, de Djeddah, e a equipe Ahli, de Riad. Abdul torcia por Ittihad, sua mulher preferia encorajar os Ahli. Para desgraça da senhora El Otaibi, seu time marcou um gol. Ela vibra e Abdul pronuncia a fórmula ritual:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

O jogo continua. Os Ahli fazem um segundo gol, a senhora Otaibi não se controla e aplaude seu time. Abdul repete a fórmula:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

Para suprema desgraça da senhora Otaibi, o demônio não brinca em serviço. Quis o destino que os Ahli marcassem um terceiro gol. Ela vibra. Abdul pronuncia pela terceira vez a fórmula fatídica:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

A partir do terceiro gol, a senhora Otaibi estava divorciada. O caso acabou na corte corânica de Meca. Para sua sorte, em algum lugar disse Maomé: “o divórcio não será válido se for pronunciado sob o império de cólera extrema”.

Em severo editorial, o Al Medina anatematizava não o Corão, evidentemente, mas o futebol: “até quando nossa obsessão pelo futebol continuará a destruir o caráter sagrado de nossa família?”

- Enviado por Janer @ 11:09 PM

Agora, mais algumas:

O humor de Abdullah Aziz e o humor (ainda que não assumido) da ONU.

Enquanto isto, humoristas de Israel começam a fazer seus cartoons anti-semitas (veja post abaixo), sem qualquer condenação da ONU ou do governo de Israel. Nem Fran Dresher colocou fogo na embaixada de Israel. Vai entender este povo louco. É só eles se auto-criticarem que ninguém põe fogo em consulados, ou sai disparando tiros de metralhadoras para o alto. É, os sábios de Sião estavam certos, globalização é um mal em si. :-)

Pelo menos o maridão muçulmano tentou cair fora a tempo. Se não conseguiu, a culpa, claro, deve ser de George Bush e seus aiatolás. Moral da história: se quiser o divórcio, case-se com uma muçulmana que torça para outro time. E jamais se esqueça, se um israelense fizer um cartoon anti-semita, isto é uma prova de que o holocausto não existiu e também é uma provocação do complexo industrial-militar judaico-cristão contra o seu modo de viver. :-)

Claudio

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Para matar saudades dos ônibus do Rio

Havia um tempo em que o cinema francês aceitava riscos (literalmente). Em uma manhã de Agosto de 1976, chatão do Claude Lelouch pôs uma câmera em uma Ferrari e saiu voando por Paris, sem qualquer autorização ou truque. É um arquivão de 32 megas em Quicktime.

(Dica: use headphones)

Leo.

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