De Gustibus Non Est Disputandum

Porque não existe almoço grátis

Um bom curso de econometria começa com bons livros


Fonte: Editora FGV

O livro acima, de Kairat Mynbaev e Alan Lemos, é um bom exemplo de livro-texto para alunos de graduação que pretendem avançar em seus conhecimentos de Econometria, sem necessariamente se aprofundarem em séries de tempo (para isto, um bom começo seria o livro de Stock & Watson). Claro que recomendo ambos, né?

Pensando bem, é engraçado. Na minha época, os clássicos eram o manualzão do Henri Theil e – para quem tinha admirações socialistas – o simples manual do Oskar Lange. Bem, estes eram os “clássicos”. A gente usava mesmo o Wonnacott & Wonnacott e (nós, alunos tarados com econometria) o Pindyck & Rubinfeld (hoje, traduzido).

O mercado editorial descobriu a econometria, por assim dizer, após o Plano Real, na mesma época em que preços relativos ficaram relativamente (perdoe-me o trocadilho, leitor) estáveis. Meu palpite é que o pessoal descobriu a econometria não tanto pela admiração pelo sucesso do Plano, mas pelo desenvolvimento do mercado financeiro que o acompanhou.

Como eu sei disto? Bom, não sei. Mas da época do meu mestrado até a de meu doutorado, um novo ramo de emprego apareceu para economista, nas Finanças. Claro que você acha de tudo no mercado – como em qualquer mercado – desde gente que sabe Matemática Financeira apenas (e que se diz “expert” em Finanças) até os que estudam Huang & Litzenberg (e realmente entendem de Finanças).

Existe mercado para ambos. O teste? Vá até São Paulo capital, sabendo apenas juros compostos e tente um emprego. Da mesma forma, vá até uma capital sem sede de grandes bancos (ou o equivalente neste caso: qualquer cidade do interior) e peça para usar o RATS ou o EVIEWS para alguns cálculos de Finanças.

Claudio

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6 Comentários

  1. pesa

    pois é hoje existe um monte de livro texto de econometria… ainda bem mas falta tempo… (em tempo, com a ‘popularização’ do eviews a econometria ficou mais fácil… juro…

  2. Esqueceu do Gujarat, ó pá ?

    Eu tenho uma hipótese tecnológico-determinista: a difusão do microcomputadô ajudou na difusão da econometria. Truco.

    abçs

  3. claudio

    ué, mas o mercado financeiro puxou o tecnológico ou vice-versa? ok, hipótese aceita, embora sem saber se exógena ou endógena. :-)

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