De Gustibus Non Est Disputandum

Porque não existe almoço grátis

E o aluno achava que cadeia de Markov era só um trabalho chato do Jonathan…

…mal sabe ele que tem gente pagando por conhecimento (de cadeia de Markov, claro).

p.s. o prof. Jonathan é amigo nosso e colega de trabalho.

Momento R do Dia

Para os fãs de bases de dados como a do Banco Mundial, a dica de hoje é uma mão na roda.

Pluralidade também deve ser investigada

A mensagem do Thomas Sowell é clara e correta: este papo de que existem conceitos sagrados porque, sei lá, o Paulo Freire disse, é errada e também é caminho certo para a intolerância. Nada de double standards! Quantos brasileiros saem do ensino médio pensando assim? Nenhum. Minto. Talvez um ou dois.

Aliás, é este um dos motivos de nosso eterno subdesenvolvimento.

Pirataria importa?

Para a indústria musical, diz o autor, sim. Claro, a discussão adicional que se deve fazer é sobre como a indústria fará para se adaptar à nova tecnologia.

Socialismo para pesquisas escolares

Para você, que pesquisa sobre socialismo real, eis algo que seu professor de História conhece, embora nem sempre o diga: a fome na Ucrânia.

É importante lembrar deste e de outros fatos em tempos de silêncio do governo brasileiro no que diz respeito aos ataques explícitos, não-democráticos e sérios dos governos latino-americanos contra as liberdades (disfarçados, às vezes, de “nada-a-ver-porque-damos-vozes-aos-GLS-contra-pastores-imbecis”, ainda que os mesmos corajosos que protestem contra os pastores fiquem convenientemente calados quando mensaleiros condenados tentam calar o STF).

“Estamos na OMC…e apoiamos a carnificina da liberdade, alicerce de qualquer democracia”.  Este deveria ser o lema de nosso governo. Falamos da pobreza, mas barramos a entrada de haitianos. Falamos de facilitar as viagens aos EUA, mas evitamos cortar custos com vistos por conta de interesses políticos. Dizemos que apoiamos o livre comércio, mas não deixamos nosso povo comprar um produto estrangeiro que custe mais de U$ 50.00 (a classe média do Marcelo Neri já é capaz de comprar um produto deste, é bom lembrar) sem lhe jogar imposto de 60%…mesmo que não exista sequer a desculpa (que é péssima) do “similar nacional”.

Economia em tempos de obscurantismo porque a política (sim, ministro, a “política”, do “ciclo político-econômico”) chutou a lógica em prol dos interesses eleitoreiros.

Por que a inflação não cede?

Só lembrando:

1. o governo apoiou os supermercados proibindo sacolas de plástico

2. o governo tentou tornar lei (não sei se conseguiu) os 10% dos restaurantes

3. o governo aumentou custos para farmácias de manipulação e as demais: Anvisa e suas sucessivas regras

4. o governo aumentou os custos das operadoras de saúde com um discurso “pró-consumidor” meio “assim-assim”.

5. o governo gerou demissões de domésticas como consequência de seu desejo de mudar a economia de forma bolivariana.

Agora, venha me falar de logística, da falta de ação do governo, etc. É mais ou menos o oposto, né? Depois algum pseudo-economista aparece aqui e vem falar que o governo tem que “acabar com a teoria quantitativa da moeda” ou que “a inflação é inercial, não tem nada a ver com a moeda”, ou ainda que “a culpa é dos empresários que não baixam os preços”.

Quando o governo tenta amordaçar o STF e o ministro da fazenda tem a coragem de vir a público mostrar que não sabe nada de ciclos político-econômicos sem gerar qualquer protesto da sociedade (e mesmo da raquítica oposição), então está na hora de rever seus conceitos.

Quem ganha Bolsa-Família já percebeu que as ações do governo já corroem 6% de sua bolsinha. Alguns mais espertos já perceberam que a bolsa tem custo e parte do custo é coberto via impostos e endividamento público. Logo, seria desejável que o governo cuidasse de seu endividamento ou dos impostos. Papagaiar por aí que “vamos forçar a queda dos produtos da cesta básica” é um sinal de que o desespero atingiu o coração de quem não entende como a economia funciona mas tenta, a todo e qualquer custo, intervir nos preços relativos.

Resultado? Inflação, desemprego e crescente insatisfação.

p.s. Não, não adianta pagar uma guerrilha virtual para falar bem do governo no Twitter. Inflação é algo que se sente no bolso, não no Twitter.

Plano de Aula: aquele que você apresenta ao aluno no primeiro dia de aula (e ele jamais o lê)

Plano de Aula: o seu amigo esquecido

Vale a pena morar na capital?

Eis a pergunta de todos que moram em Sampa (a cidade mais legal do Brasil). Bem, este é, claramente, uma pergunta econômica. Afinal, quem não se lembra do modelo da produção doméstica, de Gary Becker?

Pois é. Agora, vamos aos dados brasileiros? Veja o que dizem os autores deste estudo do IPEA.

p.s. O problema deste texto é que os autores parecem ter esquecido do conceito de um “Abstract” (“Resumo”). Ficou imenso. Fora isto, é um bom texto. Sim, parece que estamos vivendo mais “engarrafados”… Os autores são cuidadosos nas conclusões, mas parece que não há dúvidas sobre a piora.

Minicurso do R em Pelotas

O minicurso rendeu muito. Por exemplo, só o material didático já ganhou co-autores e um deles tem ampliado boa parte do texto. Informalmente, temos 90 páginas. Nada mau para o que tinha umas 60 ou 70 páginas…

Em breve, espero, novidades sobre o material.

Seminário em Homenagem a James Buchanan

Lá no PPGE-UFRGS há um evento que vale a pena. Giacomo e Ronald uniram forças e conseguiram levar o Jorge até lá. Três pessoas realmente preparadas para falar sobre o falecido James Buchanan, um dos maiores economistas que já tivemos.

Aqui está o link.

IPCA

O meu aluno Fabiano mandou a previsão do IPCA dele para Abril: 0.5749504. Passou perto do que foi. O que ele usou? ARIMA.

Sambistas

Tinha que ser o Ângelo o revisor final! Agora sei a causa dos problemas, he he he. Brincadeiras à parte, vale a leitura.

Momento R do Dia

O melhor nome de blog do R vai para…este.

Manual do Calouro

O pessoal da A.A.A.M.H.S. tem um bom manual para calouros (para o curso de Economia da UFPel). Recomendo a leitura cuidadosa e atenta do manual.

Nunca existiu almoço grátis

Então algumas pessoas ficaram chateadas com os preços e resolveram criar um movimento para boicotar restaurantes. Até aí, tudo bem. A democracia dá a qualquer um – conhecedor ou não do mercado – a protestar. Entretanto, as pessoas nem sempre entendem o que é o aumento de preço.

A moda, agora, é seguir o misticismo “social-bolivariano” de “controle/congelamento” de preços. Qualquer preço que suba, culpa do empresário. Os empresários, que se acomodaram e até gostaram das relações incestuosas com o governo, agora, parecem acordar do sonho do ópio. Perceberam que tem gente demandando que eles baixem os preços como se aumentar os preços fosse um simples capricho de um menino rico mimado.

Trata-se de uma lição para o empresariado nacional. Não querem investir no ensino correto de Economia, escutam impropérios sem reagirem, afagam o bolso do fiscal corrupto, ignoram as inverdades “ensinadas” na escola sobre o papel do empresário (“malvado neoliberal”)  e querem o que, então?

Bem, nada disso significa que os chefs lá da notícia tenham agido conforme a média de seus colegas. Não significa que tenham agido e nem que não tenham agido. Eu não conheço nenhum deles.

O mundo atual é interessante. Espanca-se a oposição na Venezuela e ninguém protesta. Estupra-se uma mulher em um ônibus no RJ e o ufanismo governista nos diz que o podre está na Índia. O modelo econômico faz água e quem o mostra é acusado de ser “da direita”.

A questão dos restaurantes em SP passa longe disto. É simples questão de oferta e demanda. Não se trata de luta de classes. Quem leu – e entendeu – os primeiros capítulos do livro de Economia sabe muito bem a diferença entre um aumento de preços por conta de queda na oferta ou aumento na demanda e um gerado por impostos. Deveria ser neste ponto que a discussão deveria começar.

Simples assim.

 

Momento R do Dia

Este cara fez o trabalho que eu queria ter feito quando li o post sobre os Simpsons. Eis o que ele fez. Dá para ver todos os shows da base de dados em uma única página. Genial, não? Veja, por exemplo, o Family Guy.

familyguy

 

Como este, dá para ver um bocado de outros. Obviamente, o ponto importante é saber que tipo de metodologia usar para verificar a quebra das séries e, bem, aí começa o trabalho do economista, eu diria. Caso queira estudar uma série com quebra estrutural…epa…acabei de fazer o exemplo para a apostila. Aguardem. :)

Porque exageraram na crítica

Hamilton faz um ótimo resumo sobre a relevância do trabalho de Reinhart & Rogoff.

Excelente comentário

Gaudêncio Torquato faz ótimas considerações sobre a palhaçada que é o país quando o assunto é: lei. A história de tratar desigualmente as pessoas começa aí, nesta sacanagem.

Cuba

Acho que já citei este artigo aqui – mas eu não havia entendido nada do método empregado – mas, se não citei, aqui está.

Claro que recomendo a leitura, bolas!

Fazia tempo que não lia um trabalho interessante de mestrado

Mas li.

Momento R do Dia

Momento R do Dia para usuários de Octave (viciados ou não).

Horóscopo do dia

Netuno na piscina de bolinha da casa de Vênus enquanto o marido dela está trabalhando. Bom dia para aprender controle sintético. Cor do dia: azul cobalto. Números da sorte: -1/0, 0/0, 8a + by, a, b >0.

Quase que ele acerta o nome do blog…

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Mais um blogueiro de Economia

Olha aí outro blog de Economia: Papo de Economista. Mais um aluno de Economia fazendo o bom trabalho de blogar, blogar e blogar.

III ENBECO

Olha aí a divulgação do Imil, um dos nossos parceiros no III ENBECO.

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