Não é que tem um Chiquida e um Malvatto lá.

Tô dando gargalhadas! Muito bom!

O Bruno é muito gentil comigo: não sei se precisamos de mais Shikidas. Precisamos de mais gente questionadora que não se deixe levar pelo pensamento mesquinho, que deseja sempre passar a conta de seus atos aos que nada têm a ver com o pato.

Liberdade na Estrada foi um evento importante. Ele aparou algumas arestas, mostrou caminhos (veja o artigo do Diogo, logo antes ao do Bruno, lá no Ordem Livre) e também serviu como um sinal claro de que não existe tal coisa como unanimidade de pensamento. É verdade que, como disse o Bruno, boa parte dos não-liberais continua com argumentos muito panfletários e pouco consistentes. Não que liberais não façam isso (o leitor deste blog sabe que não sou perfeito e também que muitos liberais não o são), mas o outro lado parece chafurdar em certo vômito dialético-gramsciano.

Liberdade é a palavra do dia. Bruno foi meio radical em algumas frases, mas acho que 98% do que ele disse eu repetiria.

Adolfo tem um e-book gratuito sobre a crise mundial. Sim, você deveria dar uma lida neste trabalho dele.

Eis um caso complicado – e delicado para alguns que se preocupam com o cargo de um sujeito em qualquer instituição – plágio envolvendo vários autores.

Muitos se pautam pelo argumento de que “as universidades privadas deveriam seguir o modelo das federais”. Como se as últimas fossem exemplos de lisura e honesto trato com o dinheiro público.

Bem, novidades: desde sempre não é assim e se o setor privado quer um bom exemplo, ele não existe. Você constrói sua instituição, seja ela pública ou privada. Mais ainda: o problema está nos incentivos e, infelizmente, os mesmos não são os melhores no setor público. Obviamente, sabendo disto, alguns grupos de interesse tentam se mover para que os incentivos sejam direcionados para a manutenção da mediocridade enquanto outros fazem o contrário. Conclusão: não é porque é um grupo de interesse que sempre devemos condenar suas ações. Adicionalmente: quem busca muito exemplo alheio deveria olhar mais para si mesmo e fazer o tradicional auto-questionamento…

Outro blogueiro fala sobre nosso falecido criativo amigo.

O neoliberal Cristiano (piadinha, heim) faz uma bela análise sobre um novo choque legal sobre o… FGTS.

A gente cansa de ver figurões da diplomacia (pujante) bolivariana defenderem as ações do Chávez. A sorte é que eles não precisam tomar banho ou defecar na potência socialista do século XXI.

Sempre que leio notícias como esta, eu me lembro de algum político iraniano que disse algo como o Katrina ser um castigo de Deus aos infiéis norte-americanos.

Irônico, não?

Quanto ao primeiro, vá lá no blog do Leo Monasterio ver um gráfico esclarecedor. Com respeito ao segundo, acho que o Diogo Costa acertou na mosca.

O pessoal do IDERS conseguiu trazer o prof. Garoupa. Quer saber mais? Pergunte ao seu professor sobre Nuno Garoupa.

Então uma escola paulista, aparentemente, obriga a garotada a varrer a sala de aula. Bem, quem cria as regras da escola é…a escola. Ocorre que não existe uma regra (a escola é pública) sobre isto, creio, em São Paulo.

Agora, embora eu me sinta solidário com os alunos, há um outro lado (lá vou eu com o papo “solidário-do-outro-mundo-é-possível-mesmo-que-usemos-tratores-sobre-laranjais-dos-outros”), bonito, solidário e bacana que é o aluno varrer a sujeira que faz.

Seria bom se fosse voluntário, eu sei. Creio que algo assim é difícil de surgir da boa vontade das pessoas. A culpa não é da TV ou do jogo eletrônico. A culpa é dos pais que não ensinam a garotada que sujar e não limpar os iguala a animais selvagens (ou animais domesticados metidos à besta).

É aquela coisa: incentivos funcionam. Mas se todo mundo só é movido por incentivos o tempo todo, então o caráter desta médio desta sociedade é temeroso. Isso é péssimo se você deseja uma sociedade na qual trocas voluntárias gerem bem-estar social mais do que trocas feitas na marra – consentidas (governo) ou não (crime).

No final das contas, o bacana seria o menino pegar a vassoura e dizer: “não preciso que me ensinem a limpar minha sujeira. Eu sei disso e, se o trabalho da faxineira deixa a desejar, vamos varrer novamente. Mas farei isto porque acredito neste valor, não porque há um incentivo”.

Incentivo é sempre útil, mas há um ponto ótimo no seu uso, não?

Meirelles diz que o importante é não gerar distorção nos preços relativos. Então, o que será que o potencial candidato a governo de um estado quer dizer com novas regras para o câmbio?

Associação Mineira de Direito e Economia – AMDE

II Congresso Anual

18 e 19 de março de 2010, Juiz de Fora – MG

CHAMADA DE TRABALHOS

O II Congresso Anual da Associação Mineira de Direito e Economia (AMDE) ocorrerá nos dias 18 e 19 de março de 2010, na Faculdade de Direito da UFJF, em Juiz de Fora, MG.

Os interessados estão convidados a enviar trabalhos para apreciação pelo comitê científico. Pede-se o envio por via eletrônica de um resumo de pelo menos duas páginas até 31 de dezembro de 2009. Pede-se também o envio do CV dos autores. Os emails devem ser enviados para congresso2010@amde.org.br.

Serão admitidos trabalhos em português, inglês e espanhol.

Os trabalhos devem se inserir nas discussões de Direito e Economia com ênfase em uma ou mais das seguintes áreas:

1. Contratos

2. Direito Constitucional

3. Direito e Desenvolvimento

4. Direito e Economia Comportamental

5. Direito Empresarial

6. Direito Internacional

7. Direito Penal

8. Direito Tributário

9. Governança corporativa

10. Litígio, Processo e Judiciário

11. Organização Política do Estado

12. Propriedade (inclusive Propriedade Intelectual)

13. Regulação

14. Responsabilidade Civil, Penal, e Administrativa

15. Teoria Jurídica e Econômica, História e Metodologia

O comitê científico que avaliará as propostas será integrado pelos professores:

Alexandre Bueno Cateb (FDMC), Cláudio Shikida (Ibmec), Edgar Gastón Jacobs Flores Filho (UFOP), Eduardo Goulart Pimenta (UFMG), Flávia Santinoni Vera (ALACDE), Ivo Gico Jr. (UCB), Luciano Benetti Timm (PUC/RS) e Rachel Sztajn (USP).

A aceitação das propostas será comunicada até 31 de janeiro de 2010. As versões definitivas deverão ser enviadas aos organizadores até o dia 1º de março de 2010.

Demais informações sobre o evento poderão ser encontradas no site http://www.amde.org.br.

Dúvidas e pedidos de esclarecimentos devem ser enviados para o e-mail congresso2010@amde.org.br.

A organização do evento estará a cargo dos professores Alexandre Bueno Cateb, Cristiano Abras, Dênis Franco Silva, Edgar Gastón Jacobs Flores Filho, Fabrício Oliveira e Luciana Maria de Abreu Andrade.

Belo Horizonte, 30 de outubro de 2009.

Alexandre Bueno Cateb

Presidente da AMDE

Edgar Gastón Jacobs Flores Filho

Diretor Científico da AMDE

Fred McChesney acha que Alchian deveria ganhar um Nobel. Só por ter formulado o Teorema de Alchian-Allen, eu já concordo com ele.

p.s. Para entender o Teorema (se você não entendeu após ler o verbete ligado acima), veja isto.

Parece que sim. É o que dizem alguns economistas da PUC-RJ.

Excelente ver que já há gente preocupada com a questão na Argentina. No Brasil, será que as evidências são similares? Eis um bom tema de monografia.

Veja só: não é a liberdade de imprensa em si que gera democracia. É a liberdade de imprensa com independência editorial (você pode ser chapa-branca, mas receber dinheiro do governo é uma distorção e tanto) que gera desenvolvimento econômico, ceteris paribus. Eis minha tese.

Estou ainda em busca de notícias sobre o que aconteceu. Há boatos, mas nada confirmado ainda. Mas a Fonft continuará, segundo investiguei nos comentários deste canal.

O último vídeo que vi foi dele, veja leitor, foi este. Olavo permanece vivo pela sua curta, mas divertida obra.

A Fonft está orfã. Juliano Torres, do Partido Libertário, e o perfil do Facebook de Olavo Rocha me informam que o mesmo faleceu. Não tenho confirmação sobre o ocorrido, nem sei o que causou o falecimento.

Não tive a chance de encontrá-lo ao vivo, embora tenha colaborado com ele em alguns dos vídeos feitos por ele.

Obviamente, seu talento em ensinar conceitos básicos de Economia e em mostrar o absurdo óbvio de certas idéias políticas de forma didática, engraçada e inteligente não serão reconhecidos pela maioria dos meus colegas. O rapaz, creio, estava para se graduar (ou havia terminado a monografia de graduação) na PUC-RJ.

O meio cultural brasileiro é muito homogêneo em sua visão da cultura. Olavo era uma agulha no palheiro deste povo. À família do talentoso e bem-humorado Olavo, meus sinceros pêsames.

Acho que Olavo gostaria de fazer um vídeo engraçado sobre tudo isto, sabe leitor? Seu último filme, aliás, seria sobre a falácia da janela quebrada (o famoso texto de Frederic Bastiat). Não sei se os amigos farão uma divulgação póstuma do video ou se o mesmo estava pronto.

Só sei que há um interlocutor a menos no mundo.

Olavo, foi um prazer. Um dia verei, espero, um video no estilo Fonft em sua homenagem.

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