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Melona em bh…mercearia tokyo!

Citando um historiador, diz Sowell:

Havia, certamente, muitos trabalhadores nessa condição [de pobreza] nos primeiros anos do capitalismo, mas não ocorreu ao historiador em questão, assim como não ocorre à maioria dos intelectuais, mostrar que foi o capitalismo que criou tal pobreza. Se, de fato, esses trabalhadores eram mais prósperos antes do capitalismo, então não apenas esse fato necessitaria ser demonstrado, mas, sobretudo, teria que ser explicado o motivo pelo qual esses trabalhadores renunciaram a esse padrão de vida anterior, supostamente mais próspero, para trabalhar por menos para o capitalismo. [Sowell, T. Os Intelectuais e a Sociedade, É Realizações Editora, 2011, p.86]

O dever de casa que muita gente não faz está bem colocado neste trecho. Há tentativas de explicações na literatura, mas, convenhamos, muitas são de péssima qualidade, extremamente não-científicas, pobres em verificações empíricas…e mesmo assim são vendidas às crianças e adolescentes como “verdade”.

Exprimente falar em “espírito crítico” com esta gente e eles lhe dirão que “crítico” é “sinônimo de boa qualidade” APENAS quando você critica autores como Sowell. Seria este o espírito crítico que você gostaria de ter?

…vai se lembrar dos primeiros capítulos ao ler isto.

Os críticos e os não-críticos do sistema de metas de inflação, agora, devem aprender a conviver com mais um fato, o de que o FED passou a seguir este sistema. John Taylor é quem deve estar contente. No Brasil, alguns críticos do sistema de metas – poucos, é verdade – apontavam o FED como um contra-exemplo, não sem um oculto prazer pessoal de apontar uma suposta contradição do tipo “ah, vocês não gostam da teoria econômica estadunidense? Olha lá o FED”?

A despeito de nunca terem olhado para o próprio umbigo – pois nenhum destes tipinhos dizia e/ou escrevia “uniãodasrepúblicassocialistassovietiquenses” (ok, é meu humor. Não gostou? Vá procurar outro blog) – o fato é que o FED era um suspeito seguidor das metas de inflação. Acho que nunca saberemos se ele seguia mesmo algo parecido com este sistema e somente agora tornou-o público (ou se modificou o que fazia e anunciou), mas será interessante analisar os dados daqui há alguns anos.

Não me venham com esta. Fica como reflexão para os que gostam e os que não gostam…do ator.

O Newt Gingrich – e o Ron Paul também, mas muito mais o primeiro – mostra(m) como enquadrar um jornalista que tenta começar um debate de candidatos fazendo perguntas, digamos assim, BBB-style.

O momento R do dia é dedicado a todos os brasileiros que gostariam de fazer exatamente o que o blogueiro linkado fez: usar informações públicas. Há uma lei aí que, dizem, será operacionalizada, sobre o acesso às informações públicas. É difícil acreditar que vamos atingir os pés de qualquer país desenvolvido neste aspecto, mas não custa torcer.

As cartas do Jorge continuam a ser publicadas…agora em seu próprio blog.

p.s. mas você pode recebê-las no email. Basta escrever para ele!

Não li, mas é mais um livro que aparece no mercado. Aos poucos, a análise econômica do direito se consolida…

Uma divertida – e séria – conversa sobre SOPA e PIPA.

Para os fãs da “política” industrial brasileira, eis um exemplo prático.

A disponibilidade de capital, com fundos dispostos a investir em empresas nascentes está em estágio inicial. Antes de ser adquirida pelo Google, a Akwan procurou o BNDES.

“Demoraram dois anos para nos dar resposta, e a resposta foi que internet não era negócio”, diz Ribeiro-Neto. “Uma das razões que nos levaram a concordar com a aquisição foi que o crescimento fundado no capital que gerávamos era muito lento.”

Ou seja, fica difícil contara com eles para um setor como este “que não é um negócio”. Mais aqui.

 

Excelente texto do prof. Rogério Werneck sobre a obesidade fiscal, um verdadeiro problema de saúde pública deste país.

Não sei porque tanta celeuma sobre a falta de entusiasmo dos colegas do Direito com relação à Law & Economics. Afinal, eles já entendem direitinho o conceito de custo-benefício, inclusive na dimensão temporal.

O II ENBECO está a todo vapor. Você já se informou sobre ele? O pai da criança é o Cristiano. Eu, bem, eu não sou  mãe. Ninguém sabe quem é a mãe. Isto é irrelevante, claro, pois o que importa é divulgar o encontro.

Interessante uso do R no freaknometrics. Veja mais aqui.

Esta aqui. Ou seja, como fazer download dos dados do Yahoo Finance para R.

Quinze finalistas (impagável o das Spice, digo, Econ Girls).

Michael Mussa morreu. Trecho da matéria:

No último relatório, publicado em setembro, ele escreveu que “está demorando muito para que funcionários públicos e bancos centrais parem de puxar o saco e comecem a chutar o traseiro de banqueiros cujo interesse próprio diverge substancialmente do interesse público”.

Mais sobre Michael Mussa aqui e aqui.

A maior mantegada do ano é o silêncio diante das matérias sobre salários irregularmente altos no governo. Mansueto comentou e eu ressalto: às vezes, a maior mantegada está no silêncio. O mesmo silêncio que berrará no remorso do não-falante, caso consciência ali exista…

Leo me dá uma bela notícia: um estudo do IBGE sobre emancipação de municípios.

Afinal, a política é a mesma, aqui ou lá.

Da série: manchetes alternativas.

O autor do pacote forecast dá uma bela aula sobre o mesmo tema, com exemplos e slides.

Cristiano tem um post bem educativo sobre o protesto dos estudantes contra o aumento das passagens de ônibus em Vitória. Acho o apelo dele válido, mas também acho difícil criar um incentivo que faça com que os estudantes deixem de pensar apenas na própria categoria para pensar no Brasil como um todo (não falo de retórica, falo de atos).

De qualquer forma, tudo começa com a educação e o Cristiano deu sua contribuição à formação da galera.

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